Força Aérea do Sri Lanka ataca refúgios de chefe da guerrilha tâmil

A Força Aérea do Sri Lanka bombardeou neste sábado duas localidades supostamente freqüentados pelo líder da guerrilha tâmil, Velupillai Prabhakaran, ao tempo em que as tropas de terra tomaram uma nova região no norte do país.

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Os enclaves bombardeados ficam no distrito de Mullaitivu, um dos redutos da guerrilha dos LTTE (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil, na sigla em inglês), disse, em comunicado, o porta-voz da Força Aérea do país, Janaka Nanayakkara.

"Os aviões atuaram contra um esconderijo em uma área de floresta um quilômetro ao sudeste da base de Vishwamadhu, e também um ponto secreto de encontro de líderes dos LTTE em Puthukkudiyiruppu", disse.

Os bombardeios coincidem com novos avanços das tropas de terra no distrito, que, segundo o Ministério da Defesa cingalês, tomaram o controle nesta sexta-feira da cidade de Mulliawalai, após duros combates contra a guerrilha.

O Exército do Sri Lanka está em uma dura ofensiva contra a guerrilha em seus redutos do norte do país, onde ganhou amplas faixas de território até então nas mãos dos rebeldes.

Mais de 200 soldados e rebeldes morreram em confrontos em abril, quatro meses antes do governo romper o cessar-fogo assinado em 2002 e declarar guerra contra os tigres tâmeis. Os confrontos entre tropas nacionais e rebeldes costumam deixar um grande número de vítimas já que os dois lados usam artilharia pesada e há muitas minas terrestres na região.

Histórico

Independente do Reino Unido desde 1948, o Sri Lanka sofre com o conflito mais antigo da Ásia, uma guerra entre o Exército e a guerrilha tâmil, com fases alternadas de combates, atentados e períodos de relativa calma.

Os Tigres Tâmeis, que são de religião hindu, começaram sua luta em 1972 pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka, cuja população é 75% budista. Cerca de 70 mil pessoas morreram em três décadas de insurreição armada.

Os Tigres estão na lista de terrorismo da Europa e dos Estados Unidos. Eles argumentam que os sucessivos governos da maioria étnica dos cingaleses levaram à discriminação contra eles, desde a independência.

O governo cingalês encerrou um cessar-fogo com o movimento em janeiro e se comprometeu a acabar com os rebeldes até o final do ano. O ataque causou um aumento dos atentados a bomba em Colombo.

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