Espanha pode ter nota rebaixada por dificuldades fiscais, diz agência

A economia espanhola vivencia ainda os fortes reflexos da bolha imobiliária
A agência de classificação de risco Moody's colocou em vigilância nesta quarta-feira a nota da dívida espanhola, ante a possibilidade de rebaixamento, pela piora das perspectivas de crescimento econômico e a dificuldade de Madri alcançar seus objetivos fiscais.

Segundo a Moody's, a decisão sobre um eventual corte na qualificação da Espanha será tomada, no máximo, dentro de três meses.

Rebaixamento

Em 28 de maio, a Fitch Ratings rebaixou em um degrau a nota atribuída à Espanha, afirmando que a recuperação econômica do país será mais lenta que a previsão do governo devido às medidas de austeridade.

A agência de classificação de risco cortou o rating soberano de longo prazo em moeda estrangeira da Espanha de "AAA" para "AA+". A perspectiva é estável.

Na ocasião, a agência destacou que "o rebaixamento reflete a avaliação da Fitch de que o processo de ajuste para um nível mais baixo de endividamento vai reduzir a taxa de crescimento da economia espanhola no médio prazo".

Crise

A Espanha anunciou em maio um pacote de austeridade, que inclui corte de empregos, salários e benefícios assistenciais, e tem provocado uma série de greves do funcionalismo.

As medidas adotadas são parte do ajuste com o qual o governo enfrenta a crise econômica, após ser pressionado por meses pela zona do euro e pelos mercados para reduzir o elevado deficit público de 11,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e a alta dívida das entidades privadas.

O país é o que tem atualmente a maior taxa de desemprego na Europa, com 20% da população desocupada.

A economia espanhola vivencia ainda os fortes reflexos da bolha imobiliária recente que deixou os bancos no país com cerca de 300 bilhões de euros (US$ 363,30 bilhões) em dívida por incorporadores.

Atualmente, os bancos de poupança estão engajados no processo de reestruturação, após a queda da atividade bancária, a deterioração do patrimônio imobiliário e o aumento da inadimplência.

Fontes: FOLHA - Efe

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