As votações deste domingo foram marcadas ainda pelo alto índice de abstenção
O segundo turno ocorreu com forte esquema de segurança, o que não evitou a alta abstenção/Carlos Julio Martinez/Reuters
O candidato governista Juan Manuel Santos foi eleito neste domingo o novo presidente da Colômbia, após obter uma vitória folgada contra o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, em um pleito marcado pelo alto índice de abstenção e pela violência.
De acordo com as autoridades eleitorais do país, já foram apurados 99,6% dos votos, e Santos tem 69,05% contra apenas 27,5% de Mockus --que venceu em apenas um dos 32 Departamentos (Estados) do país. O índice de abstenção ficou em cerca de 55%.
"Quero felicitar Santos, seu partido e as pessoas que votaram nele. Desejo a ele o melhor dos êxitos como governante para o bem do país", disse Mockus, do Partido Verde, em um discurso diante de seus seguidores depois de Santos vencer a eleição com 69,05% dos votos, com 99,6% das urnas apuradas.
Santos , candidato do atual presidente, Álvaro Uribe, e que já foi ministro do Comércio Exterior, da Fazenda e da Defesa-- promete manter as políticas do atual mandatário, que deixará o governo após duas gestões consecutivas e com mais de 70% de aprovação, obtidos principalmente por empreender um vigoroso cerco contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
O opositor Antanas Mockus, postulante do Partido Verde, foi a grande surpresa do primeiro turno ao chegar à liderança nas pesquisas antes da primeira votação, de 30 de maio, mas sucumbiu.
O futuro presidente assumirá o comando da nação em 7 de agosto e terá, entre outros, os desafios de melhorar as condições de vida dos colombianos, além de garantir a segurança interna e amenizar as difíceis relações com países vizinhos, como Venezuela e Equador.
As votações deste domingo foram marcadas ainda pelo alto índice de abstenção, maior do que o registrado no primeiro turno.
Segundo a Registradoria Nacional (órgão responsável pelo processo eleitoral local), neste pleito, participaram um milhão a menos de pessoas que concorreram no primeiro. As chuvas e as partidas da Copa do Mundo de futebol foram considerados os principais motivos para que mais colombianos não fossem às urnas.
"Esgotou-se o tempo para as Farc", diz presidente eleito da Colômbia
O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse neste domingo (20) que se "esgotou o tempo para as Farc" e anunciou que a partir de 7 de agosto, quando tomará posse, será mais contundente na luta contra as guerrilhas e os narcotraficantes.
- Que os terroristas ouçam e que o mundo ouça, esgotou-se o tempo das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]. A Colômbia está saindo de seu pesadelo do sequestro e da violência; enquanto insistirem em seus métodos terroristas, enquanto insistirem em atacar o povo colombiano não haverá diálogo e continuaremos as enfrentando com toda a dureza, com toda a firmeza.
Santos discursou para milhares de seguidores.
Ele foi ministro da Defesa de Álvaro Uribe e artífice dos golpes mais duros contra a guerrilha das Farc. E prometeu fazer tudo o que estiver em suas mãos para acabar com o grupo.
- Fomos contundentes contra os terroristas e contra os narcotraficantes e o seremos mais ainda. Daqui, exigimos que libertem todos os sequestrados em seu poder.
Mesmo assim, anunciou que em seu governo "seguirão abertas as portas de reinserção para aqueles guerrilheiros que abandonarem as fileiras do terrorismo e queiram retornar à sociedade". Como ministro da Defesa, Santos projetou e executou algumas das operações-chave que conseguiram debilitar as Farc como nunca antes.
Fontes: FOLHA - R7 - ANSA - AFP

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