Nova Zelândia sofre novos tremores e deixa população em pânico

Novos tremores assustam a população

Novos tremores atingiram nesta segunda-feira a segunda maior cidade da Nova Zelândia, causando mais danos e levando as autoridades a prorrogarem o estado de emergência, depois de o país ter sofrido no sábado o sismo mais violento em 80 anos.

Mais de 20 tremores secundários, o mais forte deles com magnitude 4,8, foram sentidos na segunda-feira, derrubando pedaços de reboco e tijolo de prédios previamente danificados e deixando a população em pânico.

O primeiro-ministro John Key disse que até 100 mil casas (cerca de dois terços do total da região) podem ter sofrido danos por causa do terremoto de magnitude 7,1 registrado na manhã de sábado, na cidade de Christchurch, na Ilha Sul.

Pedestres fotografam casa danificada pela sequência de terremotos do fim de semana em Christchurch/Carys Monteath/Reuters

"O dano acima da superfície é óbvio, mas pode levar algum tempo para entender quanto dano há na infraestrutura subterrânea", disse ele a jornalistas.

Apesar das estimativas iniciais de prejuízos da ordem de US$ 1,4 bilhão, os mercados financeiros não foram afetados. O dólar local subiu, e a cotação dos títulos da dívida caiu.

O abastecimento de energia e água já foi restaurado na maior parte da região, mas cerca de 200 pessoas permanecem em albergues.

Desde sábado, a região de Christchurch já foi atingida por mais de cem tremores secundários, o mais forte de magnitude 5,4, levando a prefeitura a prorrogar até quarta-feira a interdição do centro comercial da cidade.

Providências imediatas foram tomadas para demolir os prédios mais afetados, pois os tremores secundários estavam jogando destroços deles nas ruas. "Tinha de ser derrubada, não dava para fazer nada, mas é perturbador vê-la assim", disse Ken Fisk após a demolição da sua barbearia.

O epicentro do tremor principal ocorreu cerca de 20 quilômetros a oeste de Christchurch, cidade de 350 mil habitantes, ligada à economia agrícola da Ilha Sul. Um sismologista disse que o terremoto parece ter ocorrido em uma falha tectônica previamente desconhecida.

"Antes de sábado, não havia nada na paisagem que sugerisse que havia uma falha ativa por baixo dessas áreas", disse Kelvin Berryman, do instituto local GNS Science.

O terremoto causou um "rasgo" de 22 quilômetros no chão, com rachaduras de até 4 metros de largura, afirmou ele.

Key disse que o governo nacional e local tem recursos suficientes para contornar os transtornos imediatos, mas que haverá impactos econômicos dos tremores.

A agência de classificação de risco Standard and Poor's disse que a nota de crédito da Nova Zelândia não será rebaixada, mas a da prefeitura de Christchurch pode cair um grau.

Esse foi um dos dez terremotos mais violentos já registrados na Nova Zelândia, localizada na confluência das placas tectônicas do Pacífico e Indo-Australiana. O país registra mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais cerca de 20 com magnitude superior a 5.

O último terremoto mais violento que esse havia sido em 1931, na Ilha Norte. As últimas mortes por sismos no arquipélago ocorreram em 1968, na costa oeste da Ilha Sul.

Fontes: FOLHA - REUTERS

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