Obama assegura que EUA estão preparados para eventual míssil norte-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste domingo em uma entrevista a ser transmitida amanhã que o país se encontra "totalmente preparado para qualquer tipo de contingência" em relação a um possível lançamento de um míssil pela Coreia do Norte.


O presidente dos EUA, Barack Obama, assegura que país está preparado para eventual lançamento de míssil norte-coreano

"Esse governo, e nossas forças militares, está totalmente preparado para qualquer tipo de contingência", disse Obama à emissora americana "CBS" quando foi questionado sobre a possibilidade dos norte-coreanos lançar um míssil em direção ao Havaí nas próximas semanas.

Perguntado se isso poderia significar que Washington estaria "advertindo sobre uma resposta militar", Obama respondeu que "não, simplesmente estamos preparados para qualquer contingência."

O presidente também declarou na entrevista que existe um forte consenso internacional contra a Coreia do Norte, especialmente após o país realizar um novo teste nuclear no final de maio deste ano, que levou o Conselho de Segurança da ONU a endurecer as sanções contra o país comunista.

"Isto [o aumento das sanções] é um sinal... uma unidade da comunidade internacional que não se via há muito tempo", comentou.

Defesa antimíssil

Na quinta-feira (18), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que aprovou a ativação de um sistema antimísseis próximo ao Havaí para proteger o arquipélago de um possível lançamento norte-coreano.

A ordem de Gates foi divulgada depois de fontes do Ministério da Defesa japonês terem afirmado na quinta-feira a um jornal americano que a Coreia do Norte pode fazer um teste de lançamento de um míssil de longo alcance no mês que vem em direção ao Havaí.

O projétil poderia ser lançado entre os próximos dias 4 e 8 e sobrevoaria a província japonesa de Aomori, no norte do país, afirmou o Ministério da Defesa do país asiático.

Gates explicou que a defesa antimísseis também foi ativada no estado americano do Alasca.

Cingapura promete atacar navio norte-coreano caso carregue armas


O navio corte-coreano Kang Nam (foto) estaria levando mísseis da Coreia do Norte para Mianmar; EUA seguem embarcação

O governo de Cingapura anunciou na noite neste sábado que atacará o navio de carga norte-coreano Kang Nem caso sejam confirmadas as suspeitas dos Estados Unidos de que ele transporta armas de destruição em massa.

As autoridades cingapurianas deixaram claro que vão adotar essa medida caso ele se aproxime de seu porto, o de maior tráfego comercial do mundo. O barco vai para Mianmar, país que também sofre sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido ao seu governo ditatorial --o que reforça a tese de que levaria armas.

Um navio da Marinha dos Estados Unidos está seguindo o barco norte-coreano, no que seria o primeiro teste prático das novas sanções impostas aos norte-coreanos após o recente teste nuclear do país, segundo informou neste domingo a emissora de TV sul-coreana "YTN".

Segundo uma fonte do serviço de inteligência da Coreia do Sul informou à "YTN", os norte-americanos suspeitam que o navio de carga Kang Nem está carregando mísseis e peças. A "YTN" informou ainda que os Estados Unidos estão usando satélites para rastrear o barco, que zarpou há quatro dias da Coreia do Norte e aparentemente se encontra agora perto do litoral da China.

Procuradas pela agência de notícias Associated Press, o Ministério da Defesa e o Serviço de Inteligência Nacional sul-coreanos não confirmaram a informação. Já o comando militar dos Estados Unidos em Seul não respondeu às questões.

Fim de barganhas

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que buscará livrar a península Coreana da presença de armas atômicas e que trabalhará para pôr fim ao padrão de barganha internacional imposto pela Coreia do Norte, em que o país "troca" reiteradas ameaças nucleares por ajuda econômica.

"Vamos procurar, de modo vigoroso, livrar a península Coreana de armas atômicas; isso significa que não aceitamos que a Coreia do Norte seja ou venha a ser uma potência atômica", afirmou Obama em Washington, ao lado do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak.

A mais recente ameaça norte-coreana aconteceu há um mês, quando o país realizou seu segundo teste nuclear, violando resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2006.

A hipótese de barganha --o padrão a que se referiu Obama-- não é a única desta vez. Especialistas também apontam a possibilidade de que o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, adoentado, pudesse querer reafirmar seu poder interno e aplainar o caminho para a sucessão. Ou mesmo que seu comportamento megalômano desta vez fuja a explicações políticas racionais.

Nota do editor de EBN

Afora as notícias acima, o site da TRN publicou uma matéria reportando massiva concentração de navios de guerra americanos na região.

Fontes: FOLHA - AP

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