G-20 concorda em liberar US$ 5 trilhões em estímulos fiscais

G-20 concorda em liberar US$ 5 trilhões em estímulos fiscais

SÃO PAULO - Os líderes do G-20 chegaram a um acordo sobre o pacote de ajuda para reativação da economia mundial. No total, serão destinados US$ 5 trilhões em estímulos fiscais, que serão distribuídos até o final de 2010. Além disso, o G-20 também concordou em usar os recursos adicionais de vendas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar os países mais pobres e constituir um programa adicional de US$ 1,1 trilhão para dar apoio à recuperação do crédito, do crescimento e do emprego na economia mundial. Deste total, US$ 250 bilhões serão destinados para financiar o comércio mundial.


Primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anuncia plano de ajuda à economia

O aporte no FMI deve ocorrer por vários meios. Pela linha de crédito New Arrangements to Borrow (NAB), defendida pelos Estados Unidos, seriam injetados US$ 250 bilhões. Outros US$ 250 bilhões viriam dos Direitos Especiais de Saque (SDR), ligados ao poder de decisão de cada sócio do Fundo.

Por fim, mais US$ 250 bilhões seriam originários de empréstimos diretos de governos: US$ 100 bilhões do Japão, US$ 100 bilhões da União Europeia e US$ 48 bilhões da Noruega.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, a China contribuirá com US$ 40 bilhões para o FMI, mas não disse se Pequim fará a contribuição por meio da compra de bônus do FMI e ou créditos.

De acordo com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, todo esse esforço aumentará a produção para 4% e acelerará a transição para uma economia ecológica".

A proposta de aumento dos recursos do FMI veio a público em 22 de fevereiro, ao término de uma reunião preparatória dos países europeus do G-20.


Decisões


O G-20 decidiu ainda que o FMI vai avaliar as ações adotadas e traçar as "as ações globais necessárias" para cumprir os objetivos anunciados hoje pelo grupo.

O grupo aprovou ainda uma revisão das quotas votantes do FMI até o fim de janeiro de 2010. Segundo o comunicado, o G-20 também concordou em subscrever uma série de princípios para "promover a atividade econômica sustentável". O grupo se reunirá novamente antes do fim deste ano para fazer uma avaliação do progresso em seus compromissos.

O grupo dos 20 países mais industrializados e dos maiores emergentes do mundo (G-20) divulgou nesta quinta-feira, 2, uma série de medidas acordadas durante reunião para combater a crise econômica mundial e a recessão global. Veja os principais pontos:

MAIS REGULAÇÃO: Todas as instituições financeiras, instrumentos e mercados "sistematicamente importantes" devem ser regulados, incluindo os fundos de hedge (de alto risco).

PAGAMENTOS DE EXECUTIVOS: Institui novos princípios de pagamento e compensação para evitar esquemas de pagamento que encorajem o risco excessivo.

PARAÍSOS FISCAIS: Será publicada uma lista dessas instituições e elas poderão sofrer sanções se não concordarem com as regras internacionais. Os governos já injetaram muitos recursos e enfrentam grandes déficits, e não querem ver a receita dos impostos se perder.

AGÊNCIAS DE CLASSIFICAÇÃO: Essas companhias, muito criticadas por dar altas classificações para ativos que se mostraram arriscados, terão um código internacional de ação para eliminar conflitos de interesse. Os críticos dizem que os donos dos ativos pagam pela classificação e que isso constitui um conflito.

RESERVAS BANCÁRIAS: Os bancos devem constituir mais capital durante as épocas boas para conseguir enfrentar os cenários ruins, mas apenas quando se recuperarem. Muitos bancos precisaram de injeções de capital durante a crise.

FMI: Mais US$ 1 trilhão em recursos serão disponibilizados para a economia mundial através do Fundo Monetário Internacional, que empresta para governos com problemas, e outras instituições. Além disso, uma parte das reservas em ouro do FMI serão vendidas para ajudar os países pobres.

COMÉRCIO: Rejeição de medidas comerciais que protejam as economias individualmente e mais outros US$ 250 bilhões para ajudar o comércio a fluir. Além disso, foi fechado um acordo para "atuar urgentemente" na conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial.

RECURSOS: Os países do G-20 injetarão US$ 5 trilhões na economia antes do fim de 2010.

NOVA REUNIÃO: Uma nova cúpula será convocada neste ano para que seja realizado o acompanhamento das resoluções acordadas nesta quinta-feira.

Entenda as medidas anunciadas na cúpula do G20


Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos na cúpula do G20, em Londres, chegaram nesta quinta-feira a um acordo sobre medidas para combater a crise financeira mundial.

No encontro, ficou decidido que serão destinados mais de US$ 1 trilhão para combater os efeitos da crise, sendo US$ 750 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e US$ 250 bilhões para impulsionar o comércio global.

Além da injeção de recursos financeiros, os líderes também concordaram com outros pontos, como a imposição de sanções a paraísos fiscais, a necessidade de concluir a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial e de denunciar países que adotem medidas protecionistas.

Veja abaixo detalhes sobre as decisões tomadas na reunião de Londres.

O que os líderes reunidos na cúpula do G20 decidiram?

Os líderes dos países do G20 decidiram triplicar para US$ 750 bilhões o volume de recursos disponível para o FMI, órgão que ajuda países em dificuldade. Esse montante inclui US$ 250 bilhões em SDR (Special Drawing Rights, ou Direitos Especiais de Saque).

Também serão destinados US$ 250 bilhões para ajudar a conter os efeitos da contração no comércio mundial e combater o protecionismo.

Os líderes concordaram ainda com novas medidas duras para regular as instituições financeiras, incluindo sanções contra paraísos fiscais que soneguem informações.

Qual será o efeito real das medidas anunciadas?

Há algum dinheiro novo, mas não tanto quanto parece. A maior parte dos US$ 250 bilhões para estimular o comércio mundial virá de programas já existentes, e apenas US$ 50 bilhões deverão ser destinados a países pobres.

A reforma do sistema financeiro será importante, mas somente para a próxima crise.

As medidas vão restaurar a economia mundial?

Sozinho o novo acordo terá apenas um efeito limitado sobre a crise econômica mundial. Somente parte do dinheiro destinado ao FMI será emprestado, e terá de ser pago com juros.

O mais importante é saber como os países continuarão a incentivar suas economias por meio de estímulos fiscais. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que era o anfitrião da cúpula do G20, disse que "estamos no meio de uma expansão fiscal que verá, até o final do próximo ano, uma injeção de US$ 5 trilhões em nossas economias".

Além disso, ainda é preciso consertar o sistema bancário, especialmente nos Estados Unidos.


O que ficou de fora das medidas definidas na cúpula de Londres?

Houve pouca discussão sobre questões como as cotações em baixa do dólar e da libra, que preocupam alguns países.

A discussão da proposta feita pela China de uma nova moeda internacional foi adiada.

Também não foi mencionada a questão dos desequilíbrios globais, por exemplo, a necessidade da China de gastar mais e dos Estados Unidos de economizarem mais, que alguns analistas acreditam estar na origem da atual crise global.

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