As sanções não atingem muito o comércio entre Brasil e Irã. O Brasil deveria deixar a cenografia em relação ao Irã e pensar no comércio, que é muito mais prático. O Brasil tem uma economia muito forte, pode se impor na política internacional com sua economia e não com sua saliva.
Durante quase duas décadas, o Irã contrariou as restrições da Agência Internacional de Energia Atômica, os tratados que assinou, anunciou que vai varrer Israel do mapa, não tem direitos humanos, políticos, em uma teocracia que mistura governo e religião. No entanto, o Irã é a paixão da diplomacia brasileira.
Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro que o presidente Lula ficou contrariado: “O presidente Lula, obviamente, fez isso de certa maneira contrariado com o conteúdo. Nós votamos contra. O Brasil tem a tradição de cumprir com as resoluções do Conselho de Segurança, mesmo que não concorde com elas, por ser fiel ao multilateralismo e por ser contra decisões unilaterais”.
O Brasil foi voto vencido nas Nações Unidas. A ONU seguiu o que mostrou um órgão que é insuspeito e independente, como a Agência Internacional de Energia Atômica, na qual parece que a diplomacia brasileira não acredita.
O Brasil se submete à determinação da ONU, mas ainda faz um registro de rebelde.
Celso Amorim ainda disse: “Não cremos que o isolamento contribua para uma solução pacífica da questão. Isolamento, em geral, contribui para mais radicalismo. Não acreditamos que a resolução que estabeleceu sanções contribua para resolver o problema principal que é o programa nuclear iraniano”.
Na questão do isolamento, o ministro disse ainda que atinge principalmente os mais pobres e mais vulneráveis. Até lembrou o que aconteceu no Iraque. Resta saber qual é a linguagem que o Irã entende. O Irã está ameaçando Israel e o mundo.
O Itamaraty se submete a uma ideologia que, aparentemente, é do secretário de assuntos internacionais do presidente Lula. No entanto, o Itamaraty tem grandes quadros, uma formação competente e não precisava disso. Podia ter uma política externa mais coerente.
O Mercosul fica atrás do Unasul. O presidente Lula foi escolhido como mediador entre Colômbia e Venezuela. Ontem, o presidente Hugo Chávez chegou com rosas vermelhas na mão, falando em coração e amor à Colômbia. O presidente Lula não estava lá.
Comentário
O governo Lula , deixará uma herança maldita na área externa e esperamos que o novo presidente rompa com esta política externa ideológica, cega e imoral.
Fontes: G1 - TV Globo
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