PanAmericano: ex-diretor fez remessa aos EUA

Palladino teria feito remssa de dinheiro aos EUA onde possui interesses comerciais

Tatiana Farah - O GLOBO

Rafael Palladino, ex-diretor superintendente do banco PanAmericano/O Globo

SÃO PAULO - Rafael Palladino, ex-diretor superintendente do PanAmericano, remeteu US$ 2 milhões aos EUA quatro meses antes de o Banco Central descobrir o rombo de R$ 2,5 bilhões no banco do Grupo Silvio Santos .

Em 14 de maio, uma das empresas de Palladino, a Max América Negócios Imobiliários, registrou na Junta Comercial de São Paulo a decisão dos sócios - ele e a mulher, Ruth Ruivo Palladino - de transferir o montante para outra empresa do casal, a homônima Max America of Florida LLC, sediada em Miami.

O registro da Junta Comercial reproduz ata com a decisão de fazer a remessa: "As sócias, expressamente e por unanimidade, sem restrições ou ressalvas, aprovam a seguinte deliberação: aprovar a sociedade a realizar investimentos no exterior no valor em reais equivalente a US$ 2 milhões, a serem aportados na Max America of Florida LLC".

Em um documento anterior, de setembro de 2009, um mês depois da criação da empresa de Miami, há a indicação de uma remessa de US$ 300 mil.

O GLOBO teve acesso a dados da Divisão de Corporações do Departamento de Estado da Flórida que mostram que o casal Palladino registrou a empresa em Miami em 4 de agosto de 2009. O endereço é o mesmo da administradora da empresa em Miami, a NS Corporate Services Inc., de um advogado brasileiro.

A Max América Negócios Imobiliários foi comprada por Palladino em fevereiro de 2007. Originalmente, era uma holding de instituições não financeiras, registrada em 2006 como Marosan e com capital de apenas R$ 1 mil. Palladino mudou o nome, trocou o objeto social para incorporação de imóveis e injetou R$ 2,19 milhões no capital.

Palladino tem uma série de empresas particulares, como a Max América Participações, aberta em 2007 com capital de R$ 4,9 milhões. A empresa é constituída por dois sócios, a Max Control Eventos e a Max Control Assessoria e Investimento, ambas de Palladino e de sua mulher. O capital social dessas duas empresas é baixo, o que não impediu que elas declarassem aportes de R$ 2,1 milhões na Max América Participações.

Também é de Palladino a RCF Administração e Participações, aberta em 2005, com capital de R$ 549 mil, para atuar no setor de incorporação imobiliária.

Primo de Íris Abravanel, mulher do empresário Silvio Santos, Palladino entrou no Grupo SS no início dos anos 90. Na época, ele era sócio, em postos de gasolina, do homem forte de Silvio no SBT, Guilherme Stoliar. O GLOBO não conseguiu localizar Palladino em São Paulo. O banco disse que não se manifestará sobre o assunto.

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