Senador retira veto contra nomeação de embaixador americano no Brasil
O senador republicano George LeMieux disse nesta quinta-feira que estava suspendendo o veto à nomeação de Thomas Shannon como novo embaixador no Brasil depois de ter recebido garantias de que Washington continuará a apoiar a oposição cubana e retomará a emissão de vistos para cidadãos de Honduras, suspensa após a deposição de Manuel Zelaya. A medida abre caminho para que o governo Obama consiga aprovar seu representante em Brasília, quase um ano depois da posse.
Ex-secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Shannon foi escolhido pelo presidente americano, Barack Obama, para ser embaixador dos EUA no Brasil, mas LeMieux, um novato no Senado que é ligado à comunidade cubano-americana da Flórida, impediu sua nomeação como forma de protesto à posição de Washington em relação deposição de Zelaya.
De acordo com as regras do Legislativo dos EUA o bloqueio a uma nomeação é um direito ao qual podem recorrer os congressistas da oposição. Agora, a confirmação de Shannon no novo cargo fica nas mãos da maioria democrata do Senado, em particular do líder do partido, Harry Reid, com a esperada confirmação de que senadores que apoiavam a obstrução de LeMieux o seguirão em sua nova decisão.
Por enquanto, o gabinete de Reid não se pronunciou sobre a iniciativa de LeMieux nem sobre o próximo passo para a nomeação do diplomata.
LeMieux explicou em comunicado que conversou sobre a nomeação de Shannon com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a quem expressou sua preocupação sobre retrocessos da democracia e o aumento de regimes autoritários na América Latina.
"Recebi compromissos suficientes da secretária de que a política do governo na América Latina, particularmente em Honduras e Cuba, será a de promover os ideais e metas da democracia", afirmou o republicano.
O senador citou como exemplo do compromisso de Washington que, no caso de Honduras, os EUA "continuarão normalizando as relações com o governo desse país e o presidente eleito" hondurenho, Porfirio Lobo. "Vamos normalizar as relações. Os procedimentos de vistos serão normalizados", disse o senador, afirmando que isso aconteceria rapidamente.
No caso de Cuba, segundo LeMieux, os EUA retomarão o processo para que organizações sem fins lucrativos solicitem ajuda para a promoção da democracia e permitirá a inclusão de líderes do movimento democrático em atividades da escritório americano de interesses em Havana.
Como prova dessas garantias, o gabinete de LeMieux divulgou uma carta do novo secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, que teve o aval de Hillary.
LeMieux considerou que a política externa dos EUA para a América Latina se encontra em uma "conjuntura crítica" e que as ações do país mandaram um recado sobre o compromisso de Washington "com a democracia, os direitos humanos e o império da lei".
Para o senador, é "fundamental" que os EUA deem claros sinais de seu compromisso nesse sentido porque líderes que buscam desestabilizar a região, cujos nomes não citou, "estão prestando muita atenção" às ações do governo de Washington.
Comentário do BGN:
Os líderes não citados por ele são: Chávez; Morales e Raul Castro. O trio patético !!!!
Fonte: FOLHA
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