O Exército de Israel bombardeou na noite desta quarta-feira a região de Rafah, no sul da faixa de Gaza, em resposta a um ataque com foguete das milícias palestinas contra território israelense, informou à agência Efe um porta-voz militar.
"Por volta das 00h30 (20h30 de quarta-feira em Brasília), a aviação atacou um centro de fabricação de armas na zona de Rafah", afirmou o porta-voz, que acrescentou que a operação foi "em resposta ao lançamento de um foguete Qassam ontem (quarta-feira) à noite a partir do centro da faixa de Gaza".
O foguete foi lançado por volta das 21h (17h de Brasília) e atingiu o kibutz Reim, na região de Eshkol, sem deixar vítimas.
Este foi o primeiro ataque com foguete das milícias palestinas desde que o Hamas declarou um cessar-fogo unilateral, horas após Israel ter feito o mesmo, no dia 18.
Por enquanto, nenhuma milícia assumiu a autoria do ataque.
Túneis
Na quarta-feira de manhã, as forças israelenses bombardearam no sul de Gaza vários túneis que ligam a faixa com o Egito, no primeiro ataque aéreo contra a região após o cessar-fogo que colocou fim à ofensiva israelense de 22 dias contra Gaza, cujo objetivo declarado era eliminar a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra Israel.
Os bombardeios de quarta-feira foram a resposta do Exército a um ataque com bomba contra uma patrulha militar na zona de Kisufim na terça-feira de manhã, no qual um oficial morreu e outros três soldados ficaram feridos.
O Exército israelense atribuiu ao movimento islâmico Hamas, que governa Gaza, "a responsabilidade de manter a calma nas localidades do sul de Israel", e advertiu de que "responderá duramente a qualquer tentativa" que possa alterar a situação de cessar-fogo.
As hostilidades ocorrem em meio à visita do emissário dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que viaja pela região. Nesta quarta-feira, o americano se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, com o presidente israelense, Shimon Peres, com a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, e com o ministro da Defesa, Ehud Barak,
Refém
Nesta quarta-feira, Olmert condicionou a abertura das passagens de fronteira de Gaza à libertação de um militar sequestrado em 2006 por militantes palestinos. O líder do Hamas exilado na Síria, Khaled Mashaal, recusou a proposta.
Após o encontro com Olmert, Mitchell afirmou que consolidar o cessar-fogo em Gaza é "crucial". "O primeiro-ministro e eu discutimos a importância de consolidar o cessar-fogo incluindo o fim das hostilidades, o fim do contrabando e a reabertura das passagens (de fronteira de Gaza)", disse o enviado, citado pela BBC.
Nesta quinta-feira, Mitchell se reunirá com líderes da Autoridade Nacional Palestina, na Cisjordânia. O americano não irá se encontrar com nenhum membro do Hamas, que controla a faixa de Gaza desde 2007.
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