O governo israelense afirmou nesta terça-feira que o país precisa responder imediatamente ao ataque a bomba contra patrulha israelense na fronteira de Gaza, que deixou um soldado morto e outros três feridos. Segundo fontes médicas de Gaza, horas depois, um civil palestino morreu durante ataque de tanques israelenses a 1,5 quilômetro do local da explosão.
"Se há um incidente na fronteira e alguém atira, e há uma bomba lá ou o contrabando de armas, Israel precisa responder imediatamente", disse a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni.
A ministra reagiu ao primeiro soldado israelense morto desde o fim da grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, em Gaza. "Israel não precisa mostrar controle contra o terror em Gaza. Isto era verdade antes da operação e é verdade depois dela", disse Livni, ampliando o temor de que a trégua anunciada no último dia 18 seja rompida.
O ministro de Defesa, Ehud Barak, afirmou a cadetes militares nesta terça-feira que o incidente "é sério e não pode ser aceito". "Nós responderemos. Não há benefício em especificar
[a resposta]", disse Barak, citado pelo jornal "Haaretz".
Barak afirmou ainda que a ofensiva israelense em Gaza, que durou 22 dias e deixou mais de 1.300 palestinos mortos, a maioria civis, foi "um golpe muito duro no Hamas". "Isso não significa que eles não são mais inimigos, não significa que não haverá tentativas de ataques ao longo e dentro da fronteira, ou algum outro incidente ao qual teremos que responder."
"Mas, segundo minhas estimativas, nós estamos no caminho de um período que eles lembrarão muito bem, assim como os membros do Hizbollah lembram do golpe levado no Líbano há dois anos e meio", disse Barak.
Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados. Durante o confronto, o grupo xiita disparou mais de 4.000 mísseis e foguetes contra Israel, em resposta aos bombardeios aéreos e terrestres.
Vítimas
O Exército israelense confirmou a morte de um soldado no ataque a bomba na passagem do tanque no qual patrulhava a fronteira de Gaza. Além dele, um oficial ficou gravemente ferido e outros dois soldados tiveram ferimentos leves, indicaram porta-vozes do Exército israelense. O ataque provocou uma explosão na fronteira de Gaza e Israel, ao norte da passagem de Kisufim.
Fontes palestinas e militares israelenses disseram que milicianos detonaram por controle remoto uma bomba na passagem da patrulha militar israelense.
A autoria do ataque, seguido por um tiroteio, ainda não foi reivindicada por nenhuma facção armada, embora a rádio do Exército israelense tenha afirmado que os autores do ataque foram milicianos do Hamas.
Pouco depois, um civil palestino morreu pelos disparos de um tanque israelense que atingiram sua casa ao leste de Dir el Balaj, no centro da faixa de Gaza, segundo fontes médicas locais. A morte do palestino não foi confirmada por Israel. Segundo o jornal israelense "Jerusalem Post", as Forças de Defesa israelenses lançaram ataques contra vários alvos em Gaza após a explosão e os helicópteros da Força Aérea foram vistos sobrevoando a faixa de Gaza.
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