Díário da Crise: supermercados e carros

As vendas nos supermercados subiram 5% em dezembro (contra dezembro de 2007), segundo dados da Abras, a associação dos supermercados. Vem abaixo do aumento das vendas no ano de 9%. Ou seja, houve um tombo nas vendas de supermercados. Esse comércio não depende de crédito. Em períodos de crise, a venda de bens oferecidos em supermercados tende a se sustentar (relativamente, ao menos, à venda de bens mais caros, como os duráveis: carros, eletrodomésticos). De fato, os supermercados nem de longe vão tão mal como montadoras. Mas o tombo de dezembro foi ruim. O consumidor está mesmo muito assustado.

Por falar em montadoras, a Anfavea deu hoje uma preliminar das vendas de carros em janeiro. Parece que vão ficar no nível de dezembro de 2008. Isto é, parou de piorar, embora o resultado de janeiro de 2009 ainda deva ficar abaixo do verificado em janeiro de 2008. O valor médio mensal das novas concessões de empréstimos para a compra de carros foi de R$ 4,7 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado. De setembro a dezembro, a média ficou em R$ 2,68 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. Queda de 43%. A inadimplência cresceu. Ruim.

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