Temor de recessão ganha força e Bolsas em NY caem

da Folha Online

As Bolsas americanas abriram em baixa nesta quarta-feira, afetada por resultados corporativos fracos. Os temores sobre as condições da economia americana e global nos próximos trimestres, com o risco de uma recessão de escala global, voltaram a pesar na confiança dos investidores, ofuscando o otimismo visto nos últimos dias. O prejuízo de quase US$ 24 bilhões do banco americano Wachovia responde por boa parte do desânimo nos mercados hoje.

Às 12h07 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em baixa de 4,14%, indo para 8.659,39 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), enquanto o S&P 500 caía 3,97%, indo para 917,09 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 2,48%, indo para 1.654,53 pontos.

Hoje, o Wachovia, um dos maiores dos Estados Unidos, informou que teve um prejuízo de US$ 23,9 bilhões no terceiro trimestre do ano, um recorde para qualquer banco dos Estados Unidos durante a crise financeira. O resultado inclui US$ 18,7 bilhões em baixas contábeis.

O Wachovia anunciou os resultados após o acordo de venda para o Wells Fargo, por US$ 15,1 bilhões. O banco venceu a disputa com o Citigroup, que também queria comprar o banco.

Além disso, a companhia telefônica AT&T informou que teve um crescimento de 5,5% em seu lucro no terceiro trimestre, mas o resultado ficou abaixo do previsto. Outros dados já divulgados nesta semana e que desapontaram os investidores foram os da DuPont, da Sun Microsystems e da Texas Instruments. Os resultados fracos foram vistos como sinais de que nos próximos trimestres a economia pode sofrer uma desaceleração acentuada, chegando mesmo a uma recessão.

A taxa Libor ("London Interbank Offered Rate") para empréstimos de três meses em dólares teve nova queda, indo para 3,54%, contra 3,83% ontem. Foi o oitavo dia consecutivo de queda na taxa. A Libor é a referência para cobrança de juros por empréstimos que as maiores instituições bancárias fazem entre si. Por isso, ela é utilizada como base para que os bancos calculem os juros que cobram em outros empréstimos.

A queda nos juros entre bancos vinha animando os negócios, devido à perspectiva de que o ritmo do fluxo de dinheiro nos mercados de crédito pudesse voltar ao normal antes do esperado.

Os temores de recessão global, no entanto, ocuparam mais uma vez o primeiro plano no cenário internacional. Na Ásia e região, a Bolsa de Tóquio teve queda de 6,79%; a Bolsa da Coréia do Sul caiu 5,14%; a China recuou 2,99% e a Indonésia, 4,5%. Em Hong Kong, o mercado afundava 5,15% perto do fim do pregão. Na Austrália, a retração foi de 3,09%. Os papéis do banco Mitsubishi caíram 9,2%. Na Europa, os principais mercados também operam em baixa, com perdas entre 3,5% e 4,7%.

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