A equipe européia LEAP/E2020 que investiga e prevê riscos no mundo financeiro global previu em 2006 a atual crise financeira mundial.
Em novo boletim publicado em 16-10 eles alertam para o total colapso do dólar até o verão americano de 2009 (junho/julho/agosto no Brasil).
Leia abaixo uma tradução deste boletim.
Por ocasião do aparecimento do GEAB Nº 28, o LEAP/E2020 decidiu lançar um novo alerta no quadro da crise sistémica global pois nossos investigadores consideram que no Verão de 2009 o governo americano estará em cessação de pagamentos e não poderá portanto reembolsar seus credores (detentores de Títulos do Tesouro dos EUA, títulos da Fanny Mae e do Freddy Mac, etc). Esta situação de bancarrota evidentemente terá consequências muito negativas para o conjunto dos proprietários de activos denominados em dólares dos EUA. Segundo a nossa equipe, o período que então se abrirá tornar-se-á propício ao lançamento de um “novo dólar” destinado a remediar brutalmente o problema da cessação de pagamentos e da fuga maciça de capitais fora dos Estados Unidos. Este processo decorrerá dos cinco factores seguintes que são analisados mais em pormenor no GEAB Nº 28.
1- A evolução recente, em alta, do dólar é uma consequência directa e provisória da queda das bolsas mundiais
2- O “baptismo político” do euro acaba de ter lugar dando uma alternativa “de crise” ao dólar, enquanto “valor refúgio” crível
3- A dívida pública americana incha de maneira doravante incontrolável
4- O colapso em curso da economia real dos Estados Unidos impede toda solução alternativa à cessação de pagamentos.
5- “Forte inflação ou hiper-inflação nos Estados Unidos em 2009″, esta é a única questão.
. Mas já se pode ter uma ideia da evolução que se aproxima examinando a Islândia, que a nossa equipe acompanha à lupa desde o princípio de 2006. Este país constitui com efeito um bom exemplo do que espera os Estados Unidos, e igualmente o Reino Unido. Pode-se considerar, tal como bom número de islandeses hoje, que o colapso do sistema financeiro foi provocado pelo facto de estar super-dimensionado em relação ao porte da economia do país.
A Islândia, em matéria financeira, deixou-se dominar pelo Reino Unidos [1] . Como em matéria financeira o próprio Reino Unidos foi dominado pelos Estados Unidos e como os Estados Unidos estão dominados por todo o planeta, não é inútil meditar no precedente islandês [2] para apreender o rumo dos acontecimentos dos próximos doze meses em Londres e em Washington [3] .
Com efeito, assistimos actualmente a um duplo fenómeno histórico:
- por um lado, desde o mês de Setembro de 2008 (como anunciado no GEAB Nº 22, de Fevereiro de 2008), o conjunto do planeta doravante está consciente da existência de uma crise sistémica global caracterizada por um colapso do sistema financeiro americano e seu contágio ao resto do planeta.
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