A 5ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começa nesta terça-feira (20) e termina na quarta-feira (21). O encontro, que ocorre a cada 45 dias, vai definir o valor da taxa básica de juros, a Selic. O indicador interfere na oferta e no preço dos empréstimos, além de ser um termômetro do comportamento do consumo na economia brasileira.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 10,25% - antes da última reunião, em junho, a Selic estava em 9,5%. Segundo o governo, o Copom optou pela alta para frear o consumo dos brasileiros, que aumentou consideravelmente após a crise financeira mundial devido ao elevado nível de emprego e da alta da renda no país.
Para este encontro, o mercado espera que o Copom mantenha inalterada ou aumente levemente a taxa de juros, em até 0,5% - ou seja, subiria para 10,75%.
O último boletim Focus, feito pelo BC com base na opinião dos analistas do mercado, aponta que a taxa básica de juros deverá encerrar o ano em 12%. Entretanto, ainda restam três reuniões do Copom (uma em agosto/setembro, outra em outubro e, por fim, uma em dezembro) - o que pode adiar a decisão do aumento.
No programa Café com o Presidente da última segunda-feira (19), Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser importante o governo tomar medidas “para conter um pouco o crescimento da economia, porque a economia estava crescendo de forma muito forte”.
- Quando a economia cresce muito, a demanda fica muito forte, as pessoas começam a comprar mais do que aquilo que a gente tem capacidade de produzir, e assim a gente tem de volta, sabe, uma coisa chamada inflação, que nós não queremos que volte no Brasil, e nós precisamos controlar.
Segundo o boletim Focus, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do governo – deverá encerrar o ano em 5,42%, abaixo dos 5,45% previstos na edição anterior.
O governo, que estipula uma meta anual para a inflação, deseja que o indicador encerre o ano na casa de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo – isto é, pode chegar a 2,5% ou atingir 6,5%.
Fonte: R7
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