Candidato tucano passou o dia ontem consultando seus aliados
Um dia após a divulgação da pesquisa CNI/Ibope que o mostrou pela primeira vez atrás da rival do PT, Dilma Rousseff, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, passou o dia ao telefone consultando os líderes mais influentes do partido tentando definir o vice de sua chapa. Serra discute, entre outros nomes, a escolha de Patrícia Filler Amorim para o posto.
Patrícia, de 41 anos, é ex-atleta e presidente do Clube de Regatas do Flamengo. Em telefonemas a vários interlocutores, entre os quais o ex-governador de Minas Aécio Neves e o senador Tasso Jereissati (CE), Serra diz que está recolhendo opiniões e ouvindo. Ao mesmo tempo, porém, não esconde seu entusiasmo pessoal com a possibilidade de escolha da nadadora que foi 28 vezes campeã brasileira e estabeleceu recordes nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.
A cúpula do DEM também trabalha nos bastidores para emplacar um nome de suas fileiras na dobradinha com o tucano. Ontem, o comando de campanha de Serra e líderes de partidos aliados - como o próprio DEM - decidiram fazer uma reunião para tratar da questão do vice e discutir os rumos da campanha. O encontro foi no QG do comando da campanha, o antigo edifício Joelma, em São Paulo, onde funciona o Diretório Municipal da legenda.
A vários tucanos, Serra disse que ainda estava querendo saber melhor quem é Patrícia e que também faz questão de ouvir todo mundo para tomar a decisão. Mas adiantou que ela pode ser algo novo na campanha tucana.
Antes de se tornar a primeira mulher a presidir o Flamengo, Patrícia foi eleita por três vezes vereadora pelo PSDB do Rio. Em 2008, assim como nas outras ocasiões, ela sempre defendeu a bandeira do esporte.
Serra diz que PSDB anunciará vice até domingo
O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, disse nesta quarta-feira (23) que o nome de seu vice será anunciado em, no máximo, quatro dias, ou seja, até domingo. O tucano esquivou-se, no entanto, de detalhar os critérios do partido para a escolha. Desde a recusa ao posto do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o PSDB vive um cenário de indefinição, sem qualquer voluntário para a vaga.
Eu não vou falar de vice. Nenhuma palavra. Dá muita confusão
A negativa foi feita por Serra ao ser questionado por jornalistas durante caminhada de campanha no centro de Guarulhos, na Grande São Paulo.
- Logo vai ter [um vice], em três ou quatro dias.
O tucano negou-se a comentar denúncias contra o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, cotado para o posto de vice. De acordo com reportagem publicada hoje no jornal "Folha de S.Paulo", Guerra teria nomeado para seu escritório no Recife (PE) nove funcionários fantasmas. Questionado sobre o assunto, Serra virou-se de costas e continuou a caminhada pela região de comércio.
O ex-governador caminhou por uma hora pelo calçadão, ladeado pelos candidatos a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a senador, Orestes Quércia (PMDB), e a deputado federal, Carlos Roberto, presidente do PSDB de Guarulhos. O número de assessores, seguranças e jornalistas - mais de 60 no total - cercando os políticos provocou empurra-empurra, que irritou Serra.
- Não tá dando para andar.
Durante o corpo-a-corpo, o tucano ouviu dezenas de declarações de voto, foi beijado, abraçado e tirou fotografias com todos os populares que pediam, com prioridade às crianças. Respondia aos elogios com sorrisos e agradecimentos, segurando forte a mão dos eleitores. Animado, chegou a ensaiar passos de dança com meninas que lhe cantarolaram uma música. Muitos populares aproximavam-se da aglomeração para aparecer nas fotografias e filmagens. "Em que canal vai passar?", perguntavam aos jornalistas logo depois de abraçar Serra. Uma estátua-viva fez graça com o tucano e beijou-lhe a mão, que ficou pintada de prateado.
O candidato enfrentou pelo menos dois momentos de tensão. Um homem aproximou-se e chamou Serra de "mentiroso".
- Político só vem aqui em época de eleição.
Serra virou-se para ele e respondeu que não era a primeira vez.
- Já vim aqui um monte de vezes. Não é a primeira vez, não.
Já uma mulher acompanhou um trecho do cortejo e fez críticas aos berros.
- O senhor só fez mal aos professores. Professor não vota no Serra.
Comentário
O fato é que infelizmente, a campanha de Serra nao decolou, não encantou e a confusão que se arrasta para a escolha do vice é outro fator que atrapalha em muito a campanha.
A chapa de José Serra precisa de um nome para vice que agregue prestígio e entusiasmo e levando-se em conta a geografia, ou seja, o escolhido dever ser alguém que atraia os votos das pessoas, nos lugares onde Serra não vai bem nas pesquisas.
A eventual escolha de Patrícia Amorim, não ajudaria em nada neste aspecto. Acreditamos que o candidato ideal poderia ser Tasso ou algum outro nome com forte apelo no Nordeste.
A campanha de Serra, na TV também precisa mudar. Ela não tem emoção,não vai no alvo das coisas.
Fontes: R7- AE
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