Menino foi levado pelo pai em dezembro após briga judicial no Brasil
Família brasileira de Sean Goldman (à esq.) tentam ver o garoto, que agora mora com o pai, David, nos Estados Unidos/Bill Kostroun/AP
A família brasileira do garoto Sean - levado em dezembro passado pelo pai americano, David Goldman, após uma disputa judicial no Brasil - vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey (EUA), que negou um pedido da avó materna, Silvana Bianchi, para visitá-lo. A informação foi dada neste sábado (3) pelo advogado Sérgio Tostes, que representa a família.
- O pai sempre negou e impediu o contato.
Segundo Tostes, o pedido de Silvana foi baseado na Convenção de Haia, o mesmo argumento usado pelo pai na Justiça brasileira para conseguir ficar com o filho.
- Ele alegava que [o contato] seria prejudicial à adaptação da criança. Também obrigava que os telefonemas fossem em inglês, para que pudesse monitorar as conversas. Não restou alternativa a não ser ir à Corte com um pedido para ter direito à visitação, com base na Convenção de Haia.
A Justiça norte-americana, segundo relatou Tostes, aceitou os argumentos de Goldman de que, no momento, a visitação "seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai". Ainda de acordo com o advogado, houve apenas um encontro da avó com o neto depois que ele foi para os EUA, mas "foi um fracasso total" por causa das "restrições".
O advogado de David Goldman no Brasil, Ricardo Zamariola, foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar o assunto. Ele disse que as questões relacionadas à visitação de Sean nos EUA são tratadas pela advogada norte-americana de Goldman, Patricia Apy, que não foi localizada até o início desta tarde.
Sean, que nasceu nos Estados Unidos, veio com mãe, Bruna Bianchi, passar férias no Brasil quando tinha quatro anos, mas não retornaram. Bruna casou novamente no Brasil e morreu no parto da segunda filha.
Desde a morte da mãe, em 2008, o padrastro de Sean, João Paulo Lins e Silva, passou a criar o garoto no Brasil, enquanto o pai biológico travava uma batalha judicial para levar o menino de volta.
Desde então, o pai biológico, o americano David Goldman, iniciou uma batalha judicial para levar o menino de volta. Bianchi se casou novamente e morreu no parto da segunda filha. Em dezembro de 2009, David recebeu uma liminar da Justiça brasileira determinando a devolução do garoto e os dois voltaram juntos para os Estados Unidos.
Pai mantém Sean em “cárcere privado”, diz advogado
O advogado da família brasileira de Sean Goldman - levado em dezembro passado aos Estados Unidos pelo pai americano, David Goldman, após uma disputa judicial no Brasil , diz que o garoto é mantido em cárcere privado nos Estados Unidos. Sérgio Tostes, que representou a família materna de Sean no caso que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), diz que a situação de Sean é “grave”.
- Ele [Sean] está impedido de fazer contato com qualquer pessoa, de falar com os avós. Isso configura cárcere privado, ele está sendo mantido em cárcere privado pelo pai.
Tostes informou neste sábado (03) que vai recorrer de uma decisão da Justiça de Nova Jersey que proibiu a avó de Sean, Silvana Bianchi, de ver o garoto. De acordo com o advogado, a Justiça proibiu a visitação por considerar que ela seria "seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai". Ele informou que Silvana está há três semanas nos EUA tentando, sem sucesso, ver o neto.
Agora, quando ela voltar ao Brasil, deverá combinar com o advogado que medidas tomar daqui pra frente.
- A ação no Brasil continua. O fato de a visitação ter sido negado é a prova de que ele precisa ser ouvido pela Justiça brasileira.
Fontes: AE- R7

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