Reunião com governo termina sem acordo e professores de SP seguem em greve

Manifestantes e policiais entraram em confronto na frente do Palácio dos Bandeirantes



A reunião entre representantes do governo do Estado de São Paulo e dos sindicatos de professores terminou sem acordo, por volta das 18h30. Em nota oficial, o governo diz que só aceita negociar sobre questão salarial após o fim da greve.

Os grevistas pedem reajuste salarial de 34%. Outras reivindicações dos manifestantes - de que programas de bônus fossem reformulados, por exemplo - também não foram atendidas. A Secretaria da Educação chamou o protesto de violento:

- Nesta semana, [os professores] fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A pasta lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas.

Onze representantes de sindicatos dos educadores - Apeoesp, CPP (Centro do Professorado Paulista) e Udemo (sindicato dos diretores do Estado de São Paulo) - se reuniram com o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno Camargo, e o secretário-adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.

Duas professoras ouvidas pela reportagem do R7 afirmam que o colégio onde lecionam, na região do Jaraguá (zona oeste), está totalmente em greve. Apenas dois professores por turno vão à escola assinar a folha de ponto.

Uma delas, Marcelina Araújo, reclama da contabilidade do governo do Estado das escolas que estão paralisadas:

- Todo dia a diretoria de ensino liga para saber quantos professores estão dando aulas. Como dois estão presentes, a escola não entra na contabilidade da greve. Isso acontece em muitos colégios, por isso a contagem da Secretaria da Educação dá apenas 1% de adesão.

O governador José Serra está em um evento no interior de São Paulo, segundo a assessoria de imprensa do Palácio. O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, também não foi encontrado.

Pelo menos dez mil professores participam da manifestação, segundo a Apeoesp. O comando da polícia estima 5.000 pessoas na passeata.

Violência

Professores da rede pública estadual, que realizam protesto próximo ao Palácio dos Bandeirantes, entraram em confronto com a Polícia Militar no início da noite desta sexta-feira (26). A manifestação foi contida com balas de borracha e bomba de efeito moral. Ninguém foi preso.

Apesar do confronto com a Polícia Militar, ninguém foi preso/Rodrigo Coca/AE

Um grupo que fazia parte da manifestação chegou a jogar pedras contra a polícia, que revidou com gás lacrimogêneo. Houve correria entre os docentes.

A concentração dos professores começou em frente ao Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo, e seguiu para frente do Palácio dos Bandeirantes, onde há forte aparato policial.

Pelo menos outro tumulto foi presenciado pelo R7, pouco antes de os docentes saírem em passeata rumo à sede do governo do Estado.

Professores ligados a grupos radicais tentaram forçar a entrada no carro de som da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo), e foram contidos por seguranças.

Houve empurra-empurra e o funcionário de uma emissora de televisão foi agredido. Manifestantes trocaram socos e foram separados por outros docentes.

Fontes: R7 - REDE RECORD

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