O temor de uma alta abstenção preocupa mais a direita que a ala centro-esquerda
O multimilionário chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, teme um aumento da abstenção nas eleições regionais de domingo (28) e segunda-feira (29), que poderão atingir seu partido de centro-direita e reforçar a xenófoba Liga do Norte, um incômodo aliado de seu governo.
Mais de 40 milhões de italianos foram convocados às urnas em 13 das 20 regiões da Itália, o que representará um teste para a popularidade do midiático primeiro-ministro.
Berlusconi medirá seu nível de aceitação no país depois da vitória avassaladora nas eleições legislativas de dois anos atrás, marcadas por uma série de escândalos sexuais, corrupção e ilegalidades burocráticas.
Como em todas as eleições das quais participa, o magnata das comunicações "as transforma em um plebiscito a favor ou contra ele", explicou à France Presse o cientista político francês Marc Lazar, que é especialista em Itália.
Embora sua popularidade esteja em queda --passou de quase 60% para 44% em poucos meses-- Berlusconi continua a ser um dos políticos mais populares da Europa.
Para mobilizar seu eleitorado, ele aparece em todos os canais de TV, oferece entrevistas a emissoras e participa de manifestações por toda a península, tanto no norte como no sul.
O temor de uma alta abstenção preocupa mais a direita que a ala centro-esquerda, que está parada e sem ideias nem programas claros. No entanto, das 13 regiões em jogo, 11 são governadas pelo setor de centro-esquerda.
Para que os seguidores do partido fundado por Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), não deixem de comparecer ao pleito, seu líder voltou a atacar seus eternos inimigos --os "juízes vermelhos" e os "comunistas", acusados de atrapalhar seu governo.
Fontes: FOLHA - AFP
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