Secretária de Estado dos EUA esteve em faculdade paulista. Universitários classificaram a sabatina como esclarecedora.
Uma mulher simpática e diplomática. Essa foi a impressão que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, deixou na noite desta quarta-feira (3), após encontro com estudantes na faculdade Zumbi dos Palmares, na Zona Norte de São Paulo.
Durante uma hora, ela respondeu a perguntas sobre meio ambiente, política externa com o Irã e a Venezuela, imigração e, claro, o problema do racismo e das cotas raciais nas faculdades.
Hillary começou a sabatina às 20h30, pedindo que fosse chamada pelo primeiro nome, o que quebrou o gelo inicial. Um dos integrantes da plateia chamou-a de “simpaticíssima”. A estudante Tamires Oliveira Ferreira, de 22 anos, foi além: pediu que Hillary autografasse o livro que escreveu, “Living History”, e conseguiu. A jovem questionou a americana sobre a difícil relação entre os EUA e a Venezuela de Hugo Chávez.
“Ela (Hillary), para mim, é um símbolo da luta feminina. Sempre fui fã dela”, afirmou a estudante de Relações Internacionais, que teve uma visão crítica da discussão.
“Esperava que o debate fosse mais político. Ela foi diplomática, mas deu respostas coerentes. Acho que não tem como haver diálogo se as duas partes não quiserem”. Antes, ao responder a pergunta de Tamires, a secretária de Estado admitiu que a relação entre os países “é difícil.”
O estudante de direito e taxista Claudinei Raimundo Ferreira, 35, teve a mesma percepção. “Tem hora que ela fica em cima do muro. É política, né?”. Para ele, faltou Hillary comentar sobre a questão das Ilhas Malvinas, território disputado entre Argentina e Inglaterra. “Acho que seria importante saber a opinião dos Estados Unidos sobre esse assunto”, disse Ferreira.
A estudante de direito Adriana Soares, de 35 anos, saiu do Clube Regatas Tietê, onde fica o campus da faculdade Unipalmares, satisfeita. “O debate foi esclarecedor. Ela foi bem sincera nas respostas”.
Já o estudante de administração Eduardo Calado, 25, queria que ela tivesse comentado mais sobre a questão da imigração (um dos temas abordados), especialmente dos mexicanos que tentam entrar nos EUA. “Assim como todo bom político, ela se saiu bem em todas as respostas. É muito simpática”.
Fonte: G1

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