Os republicanos prometeram nesta segunda-feira (22) contra-atacar, depois que o Congresso aprovou uma reformulação histórica no sistema de saúde proposta pelo presidente Barack Obama, enquanto Estados norte-americanos anunciavam que entrarão com recursos judiciais e faziam as ações de empresa do setor dispararem.
A aprovação final por 219 votos contra 212 na Câmara no domingo coroou um ano de uma batalha política que consumiu o Congresso e afetou as taxas de aprovação de Obama, mas a maior mudança na política de saúde em quatro décadas ainda enfrentava uma série de obstáculos.
As principais autoridades legais em ao menos 11 Estados anunciaram que vão entrar com ações contestando a constitucionalidade da reforma e alegando que ela passa por cima da soberania dos Estados.
O presidente dos EUA, Barack Obama, discursa a favor da reforma do setor de saúde, em 19 de março, em Fairfax, no estado americano da Virgínia. (Foto: AFP)As ações do setor de saúde, no entanto, subiam durante a manhã de segunda-feira, enquanto os investidores sentiam-se aliviados por finalmente terem alguma certeza sobre a batalha do sistema de saúde, animados de que ele ampliaria a cobertura para 32 milhões de norte-americanos não-assegurados.
O índice Morgan Stanley Healthcare Payor, das seguradoras de saúde, registrava alta de 1,9%, superando o mercado geral, e as grandes seguradoras WellPoint Inc e UnitedHealth Group subiam menos de 1%.
A reformulação expande o plano de saúde do governo para os pobres, impõe taxas novas aos ricos e proíbe práticas dos planos de saúde, como recusar-se a fornecer cobertura para pessoas com condições médicas pré-existentes.
"Essa lei não consertará tudo que afeta nosso sistema de saúde, mas nos leva de forma decisiva na direção correta", disse Obama no final da noite na Casa Branca.
A aprovação atinge um objetivo perseguido, mas não alcançado, por muitos presidentes norte-americanos durante um século - mais recentemente o democrata Bill Clinton, em 1994. Líderes do Congresso planejavam realizar uma cerimônia de assinatura na tarde de segunda-feira, antes de enviar a reforma à Casa Branca.
Republicanos e críticos na indústria da saúde disseram que a proposta de lei de 940 bilhões de dólares era uma intervenção autoritária no setor que ampliará os custos, aumentará o déficit orçamentário e reduzirá as escolhas dos pacientes.
Os republicanos no Senado afirmaram que iam combater um pacote de mudanças designado a melhorar o projeto de lei, que será avaliado esta semana.
Ao menos 11 Estados, incluindo Flórida, Virginia e Alabama, planejam entrar com ações contra o projeto de lei.
"Se o presidente transformar esse projeto em lei, nós entraremos com uma ação para proteger os direitos e os interesses dos cidadãos americanos", disse o procurador geral da Flórida, o republicano Bill McCollum.
Obama deve assinar a lei da reforma da saúde nesta terça, confirma Casa Branca
O presidente dos EUA, Barack Obama, deve assinar a lei da reforma do sistema de saúde no país nesta terça-feira, confirmou a Casa Branca nesta segunda (22).
"Ainda estamos trabalhando na logística", disse o porta-voz Robert Gibbs. "Mas acredito que a assinatura deve ocorrer no fim da manhã."
Presidente Barack Obama discursa durante sua visita ao Capitólio para encontrar com democratas do Congresso neste sábado (20). (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais) Na quinta-feira, Obama deve viajar para "fazer propaganda" da sua reforma em Iowa, Estado rural que ficou dividido a respeito das mudanças no setor da saúde, que movimenta US$ 2,5 trilhões no país por ano.
O projeto foi aprovado por estreita margem no domingo na Câmara dos Deputados, após um ano de batalha política. Políticos da oposição republicana prometem ir à Justiça em vários Estados contra a reforma, que amplia a cobertura dos planos de saúde para muitos dos 32 milhões de norte-americanos hoje desassistidos.
Gibbs disse a jornalistas que não acredita que as ações na justiça dos Estados contra a reforma, aprovada por estreitra margem no Congresso na véspera, possam ter sucesso.
O porta-voz da Casa Branca afirmou que Obama irá sancionar o projeto na Casa Branca e depois participará de um evento com parlamentares no Departamento do Interior.
Na quinta-feira, em Iowa City - cidade onde pela primeira vez esboçou suas ideias para a reforma, ainda como pré-candidato, em 2007 - ele deve falar sobre o projeto aprovado, iniciando meses de pronunciamentos que incluirão também a campanha em prol dos candidatos democratas na eleição de novembro.
"Suponho que o presidente falará de saúde por muito tempo", disse Gibbs.
As pesquisas mostram que muitos norte-americanos são contra a reforma ou estão confusos com ela.
Adversários da reforma dizem que farão campanha contra qualquer parlamentar que tenha apoiado o projeto e que concorra às eleições de novembro.
Entenda a reforma no sistema de saúde dos EUA
Fontes: G1- Agências
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