Grupo da Unicamp fazia trabalho de férias no Haiti. Alunos e professores tiveram dificuldades para se encontrar.
Professores e alunos de História e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estão na capital do Haiti, Porto Príncipe, viram o Palácio Nacional, a catedral, um hospital e o principal hotel da cidade destruídos, segundo o professor Omar Ribeiro Thomaz, que conversou com o G1 por comunicador instantâneo.
"Foi horrível. O Palácio Nacional caiu, a catedral, o Hotel Montana, o hospital de Pétionville", disse Thomaz. Segundo ele, muitos outros prédios foram destruídos.
O tremor de pelo menos 7 graus de magnitude atingiu o Haiti na noite de terça-feira (12), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Segundo Dale Grant, analista da USGS, este foi o terremoto mais forte já registrado na região. Antes, disse, o mais forte havia sido um tremor de 6,7 graus em 1984.
O grupo de brasileiros não estava junto na hora do tremor e teve dificuldades para se encontrar. Todos estão bem, segundo o professor, e abrigados na sede em Porto Príncipe da ONG Viva Rio. As linhas de telefone foram atingidas e eles só conseguem se comunicar com o Brasil pela internet.
O tremor foi registrado às 19h53 no horário de Brasília e teve seu epicentro a apenas 15 quilômetros da capital Porto Príncipe, seu foco foi a apenas 10 quilômetros de profundidade. Após uma primeira medição de 7 graus, uma medição chegou a apontar magnitude 7,3, mas o registro foi corrigido em seguida para 7.
Pelo menos dois fortes tremores secundários, um de 5,9 graus e outro de 5,5, foram registrado alguns quilômetros a sudoeste do forte terremoto, poucos minutos depois do primeiro sismo.
Força regional
Um alerta de Tsunami chegou a ser emitido para as Bahamas e para a República Dominicana."Não há ameaça de formação de um tsunami com força destruidora, com base nos dados históricos de terremotos", diz um relatório do Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico. "Entretanto há a possibidade um tsunami local que pode afetar a costa de locais a até 100 km do epicentro do terremoto."
Haiti
Com uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, o Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental, de acordo com a CIA. A população sofre com as mortes provocadas por doenças como a Aids, além de problemas causados pela falta de saneamento básico. O país tem altos índices de mortalidade infantil e baixas taxas de crescimento populacional.
O Brasil comanda cerca de 7.000 soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1.300 homens na região.
Pessoas estão com medo de entrar nas casas, diz haitiano
O apresentador de TV e rádio Carel Pedre, haitiano que está em Pétionville, um distrito da capital Porto Príncipe, diz que no local há muitos prédios destruídos e as pessoas estão com medo de entrar nas casas.
O apresentador falou ao G1 pela internet, por comunicador instantâneo. Ele enviou as fotos abaixo por email.
Terremoto em Pétionville, no Haiti (Foto: Carel Pedre)
Destruição após terremoto em Pétionville (Foto: Carel Pedre)
Segundo Pedre, ainda estão havendo abalos secundários a cada quinze minutos. Ele está conseguindo acessar a internet no escritório da estação de rádio Radio One, mas diz que os telefones não funcionam.
"Minha filha está a salvo, mas não sei nada do restante da minha família", diz ele, que relata que tem energia e água.


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