Atrasadas, obras da usina nuclear Angra 3 podem começar em fevereiro

Obras da nova usina nuclear começam em fevereiro

Com atraso, a Eletronuclear espera iniciar em fevereiro as obras de construção da usina nuclear Angra 3. A estatal previa começar a levantar a usina em dezembro, mas a falta de licença do Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) impede que isso aconteça.

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, disse nesta segunda-feira que trabalha com a expectativa de a licença ser liberada no mês que vem. Todas as demais licenças já foram concedidas, e as obras de preparação já foram iniciadas mediante uma licença especial do Cnen, que vem sendo contestada na Justiça pelo MPF (Ministério Público federal) de Angra dos Reis.

"Precisamos de autorização para iniciar a concretagem. Trabalhávamos com o início da operação para maio de 2015, com as obras partindo em dezembro. Houve esse atraso, que vamos tentar corrigir no decorrer da construção", afirmou Guimarães, ao participar do "Seminário Nacional de Energia Nuclear", no Rio.

Já foram obtidos R$ 380 milhões para o início das obras, junto a bancos privados. Um pedido já está no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obtenção de crédito da maior parte dos R$ 8,3 bilhões orçados para o projeto.

A Eletronuclear entrega ao MME (Ministério de Minas e Energia), dentro de duas semanas, os estudos iniciais relativos a possíveis locais, no Nordeste, que poderão abrigar novas usinas nucleares. Foram mapeados locais na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Segundo Guimarães, será escolhido um local entre esses Estados, onde seria implementada uma central com capacidade para receber até seis usinas. "Não faz sentido prático construir uma usina em cada Estado", ponderou.

A expectativa é que a escolha definitiva seja feita ainda este ano, apesar de Guimarães admitir que a escolha será "carregada politicamente", em referência a disputas entre os estados para abrigar a central.

Nos próximos meses, o mesmo estudo será feito na região Sudeste, onde projeta-se outra central de porte semelhante. Até 2030, estão previstas mais quatro usinas nucleares no país.

Fonte: FOLHA/CIRILO JUNIOR

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