Obama confirmou o comprometimento dos EUA em ajudar a construir o fundo para ajudar a mitigar mudanças climáticas nos países pobres
Presidente dos EUA, Barack Obama, ao chegar em Copenhague; ele pede união e disse que EUA não vão se intrometer em outros paísesO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, em discurso na conferência do clima de Copenhague nesta sexta-feira (18), que não "vim para conversar, mas para agir", chamando a si a responsabilidade. Mas também que os países precisam "agir juntos, com compromissos".
Ele também disse que os Estados Unidos não vão se "intrometer" em outros países, buscando tranquilizar o mal-estar gerado após Hillary Clinton pedir transparência dos países em desenvolvimento nesta quinta-feira (17). Houve reclamações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso logo anterior, além do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Por outro lado, Obama disse que é preciso "dividir informações".
Obama confirmou o comprometimento dos EUA em ajudar a construir o fundo para ajudar a mitigar mudanças climáticas nos países pobres, de US$ 100 bilhões anuais até 2020, como falado por Hillary. Mas também disse que todos devem participar deste fundo.
Ele também lembrou que as mudanças climáticas não estão em dúvida, e que é preciso tomar ações coletivas. "Está no nosso interesse agirmos juntos com compromissos", afirmou.
Além disso, como ainda há uma situação econômica grave no mundo para realizar investimentos, "precisamos decidir se queremos agir logo".
Atraso
De acordo com ele, "depois de meses de negociações e vários dias discutidos, as metas deveria estar claras". Chama assim a atenção de que agora sobrou para os líderes mundiais resolverem a questão.
Obama também ressalta que "nenhum país vai conseguir tudo o que quer", abordando o conflito entre os países em desenvolvimento querendo que os ricos paguem preços mais altos, o que ele "compreende", e os países ricos exigindo mais dos pobres e emergentes.
"Sabemos dessas dificuldades porque estamos presos a essas fórmulas há muitos anos", considera ele. "Essas discussões são feitas há duas décadas". Mesmo assim, ele ressalta que só fazem piorar a mudança climática.
"Podemos fazer um mundo melhor aos nossos filhos e netos, ou retroceder, e seguir assim por décadas sabendo que a mudança climática segue irreversivemente".
Como atividades em seu país, ele deu foco para a questão energética: "Estamos colocando a população para trabalhar, aumentando a eficiência energética nas residências e empresas e buscando energia limpa".
"Estamos convencidos de que a maneira como usamos nossa energia pode ajudar", disse.
Fonte: FOLHA
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