Família vai pedir ajuda ao governo para poder visitar o menino Sean nos EUA

Familia brasileira pedirá intervenção do governo

A família brasileira do menino Sean Goldman pedirá ajuda ao governo brasileiro para que possa fazer visitas à criança, que embarcou nesta quinta-feira para os Estados Unidos, na companhia do pai, David Goldman.

O advogado da família, Sergio Tostes, disse que não há nenhum indicativo de que as visitas estão liberadas. Em função disso, explicou, a avó de Sean, Silvana Bianchi, não pretende ir, por enquanto, aos Estados Unidos.

"Queremos que o governo brasileiro dê a esta família o mesmo tratamento que foi dado ao pai do Sean, quando o governo americano pediu ajuda. Espero que o governo tome providências para garantir o direito à visitação", afirmou.

Segundo Tostes, o advogado de David Goldman, Ricardo Zamariola, afirmou em reunião, ontem (23), que nada poderia ser prometido neste momento, ao ser questionado sobre as visitas. Ele adiantou que a família brasileira vai contratar um advogado nos Estados Unidos para acertar, na Justiça de lá, as visitas ao menino.

Sergio Tostes questionou os laudos feitos por peritas que entrevistaram o garoto. Para o advogado, a avaliação das especialistas não é "fidedigna" ao que Sean teria dito. Tostes alega que, ao contrário do que indica o laudo, Sean teria afirmado que preferia ficar no Brasil.

Sean Goldman teve febre durante a noite, e estava nervoso e revoltado por ter que ir para os Estados Unidos, de acordo com Tostes. Sean se despediu da irmã, Chiara, de um ano e meio, dizendo que iria viajar, mas que voltaria logo.

Dentro do consulado, Sean chorava muito, e foi com a avó para ser entregue ao pai. Ainda segundo o advogado, o encontro entre a avó e David Goldman foi amistoso. A avó teria abraçado David e dito para ele tomar conta do neto.

"O David foi extremamente atencioso. Nunca colocamos em dúvida se ele seria um bom pai", observou o advogado.

Em relação ao tumulto ocorrido na entrada de Sean e os familiares brasileiros na porta do consulado, Tostes garantiu que não foi oferecida entrada especial, e que por isso, a família teve que caminhar pela rua com o menino. Ele acusou a porta-voz da embaixada americana, Orna Blum, de estar mentindo, ao afirmar que foi facilitada uma entrada privativa para a família e o menino.

"Se ela não provar o que está dizendo, está sujeita a ser processada criminalmente", ameaçou.

Tostes comentou ainda que tentou, durante todo o dia de ontem, negociar uma transição para a entrega do garoto. Segundo o advogado, não houve abertura da parte dos representantes de David Goldman.

"Eles se negaram a fazer tudo o que estávamos propondo. Não deixaram que a avó sequer o acompanhasse, no carro, até o aeroporto".

Fonte: FOLHA / CIRILO JUNIOR

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