Polícia encontra abatedouro de cães em Suzano

A carne do animal era vendida por um valor entre R$ 180 e R$ 200; dois foram presos

Policiais civis da 2ª Delegacia de Saúde Pública, pertencente ao DPPC (Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania), localizaram, na manhã desta quinta-feira (12), um abatedouro de cachorros que funcionava nos fundos de uma residência, na avenida Miguel Badra, no município de Suzano, na Grande São Paulo.





De acordo com a polícia, a carne do animal era vendida para a comunidade oriental. No local, foram encontrados um cão que seria executado, duas mesas para abate, um freezer com carnes, ganchos, tesouras e maçarico, entre outros instrumentos.

A investigação durou mais de um mês. Um homem de 42 anos e uma mulher de 39, donos do local, foram presos em flagrante. Segundo o delegado Anderson Pires Giampaoli, o abatedouro funcionava há três anos. Os animais eram recolhidos das ruas, mantidos presos para engorda e depois acabavam sendo mortos. Os acusados também queimavam o que não era aproveitado. Cada animal era vendido por um valor entre R$ 180 e R$ 200.

Casal foi preso

Um casal foi preso em um abatedouro de cachorros e gatos fechado, na manhã desta quinta-feira (12), no bairro de Miguel Badra, em Suzano, na Grande São Paulo. A carne era vendida para restaurantes da comunidade oriental. Outras duas pessoas, representantes de restaurantes localizados no Bom Retiro, na região central da Capital, foram presos à tarde por vender a carne.

Policiais civis da 2ª Delegacia de Saúde Pública receberam denúncias de que havia venda de carne de cachorro em alguns restaurantes do bairro do Bom Retiro, que têm como público pessoas da colônia sul-coreana.

Nos fundos de uma casa, na avenida Miguel Badra, em Suzano, os policiais encontraram uma fogueira com cinco crânios de cachorro queimados, muito sangue, cordas, maçaricos e machados. Dentro da residência, foram localizados mais de 60 quilos de carne dentro de um congelador.

O casal responsável pelo abatedouro foi preso. Eles admitiram que abatiam e vendiam a carne dos animais há mais de três anos e, inclusive, passaram o endereço de dois clientes. Segundo as investigações, o casal cobrava entre R$ 180 e R$ 220 por um animal abatido e limpo.

Cardápio em coreano

Em dois restaurantes do Bom Retiro – um localizado na rua Guarani e outro na rua Silva Pinto –, visitados pelos policiais, às 13h, foram comprovados o consumo da carne. No cardápio do local, inclusive, constavam os pratos e o tipo da carne, escritos em coreano. Os representantes sul-coreanos foram presos.

Os presos foram levados à delegacia onde foram indiciados por formação de quadrilha, crime contra o ambiente – já que o consumo de carne de cães e gatos é proibido no Brasil –, e crime contra o consumidor, pela origem duvidosa da carne e pelo estado sanitário do abatedouro.

Fonte: R7

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