Fogo foi controlado rapidamente por 11 viaturas dos Bombeiros, cinco minutos depois do princípio de incêndio
SÃO PAULO - Um incêndio no telhado do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste de São Paulo, pregou um susto nos paulistanos que compravam os presentes de última hora para o Dia da Criança, neste sábado, 10, por volta das 18 horas. O fogo foi controlado rapidamente por 11 viaturas do Corpo de Bombeiros, cinco minutos depois do princípio de incêndio. Os lojistas pediram aos consumidores que deixassem o local. Ninguém saiu ferido.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a partir da combustão de um lote de 200 telhas de fibra feitas de um composto de resina, que estavam estocadas no telhado do shopping, numa área isolada e de acesso restrito a funcionários. De acordo com o tenente Mateus da Costa Nogueira, que coordenou a ação, não houve fumaça dentro do shopping. "O tumulto ocorreu porque as pessoas que estavam do lado de fora se assustaram com as labaredas que podiam ser vistas no telhado. Elas avisaram, por telefone, quem estava dentro."
Os bombeiros não souberam explicar, entretanto, por que as telhas entraram em combustão, já que o material não estava perto de nenhum tipo de inflamável e o clima na cidade ontem era frio, em torno de 16°C. "É estranho. Há necessidade de um exame mais aprofundado para saber o que causou a queima das telhas", disse o tenente Ariel Alves Axzelsow.
De acordo com o tenente, os consumidores não estavam expostos a nenhum risco porque não havia a possibilidade de o fogo de alastrar, mesmo depois de queimadas todas as telhas. A direção do shopping não informou por que o material, que não foi usado na montagem do telhado, estava estocado.
O mais novo shopping da capital, inaugurado no ano passado, o Bourbon tem 210 lojas. Como não havia fumaça nos corredores, a saída do público ocorreu sem tumulto. Mas o susto foi grande. "Eu estava terminando de fazer um peeling no rosto de uma cliente. Todos começaram a abaixar as portas e correr", contou a esteticista Fernanda Rodrigues, de 28 anos. Ela e as quatro colegas seguiram o exemplo dos demais e fecharam a clínica onde trabalham, no segundo piso, e foram para a calçada da Avenida Francisco Matarazzo.
"Saí correndo pela entrada da Rua Turiaçu, olhei para cima e vi a fumaça saindo telhado. Fogo mesmo não vi", afirmou uma funcionária de uma loja, que não quis se identificar. "Falaram até que havia um carro pegando fogo no estacionamento."
As informações eram desencontradas. Alguns seguranças confirmavam aos clientes a ocorrência e outros relatavam que nada ocorrera. Questionado, um deles afirmou que não houve orientação oficial para que as lojas fechassem.
Só houve grande confusão quando os consumidores tentaram retirar seus veículos dos estacionamentos superiores. Alguns clientes entraram na fila do caixa. Outros tentaram sair correndo, sem pagar, e se depararam com uma fila de carros pela frente. A cancela ainda não estava liberada e houve, no meio do desespero, quem quisesse quebrá-la. Em seguida, a administração do shopping liberou a saída.
Passado o susto, alguns vendedores de lojas foram para a calçada com máquinas de cartão de crédito, atrás de clientes que saíram das lojas sem pagar. Por volta das 18h50, a situação foi normalizada e os funcionários e clientes puderam voltar para o prédio. Às 19h30, a maioria das lojas voltou a funcionar - algumas, porém, não reabriram.
Fonte: O ESTADO/Diego Zanchetta, Elvis Pereira, Luciana Garbin e Cristina Padiglione
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