Bombeiros socorreram três pessoas no local; outras três foram levadas ao hospital da Lapa e já tiveram alta
O incêndio que começou no final da tarde deste domingo (11) na favela Diogo Pires, no Jaguaré (zona oeste), tomou conta de quase toda a comunidade. De acordo com estimativa feita pela Secretaria de Subprefeituras e pela Defesa Civil, dos cerca de 400 barracos da favela, 300 foram destruídos. Soninha Francine, subprefeita da Lapa, disse que ter ouvido de uma das lideranças da comunidade que cerca de cem barracos foram atingidos.
O número exato de barracos queimados ainda não está fechado. Ele só será conhecido após a Defesa Civil cadastrar todas as famílias desabrigadas para que elas sejam encaminhadas a abrigos da prefeitura. Na noite deste domingo, a assessoria de imprensa da Secretaria de Subprefeituras não havia estimado o total de desabrigados.
Segundo o Corpo de Bombeiros, três pessoas passaram mal em decorrência do incêndio e foram socorridas no local. Outras três foram intoxicadas pela fumaça e levadas ao hospital da Lapa. Todas já tiveram alta e passam bem. Duas ambulância do Samu prestam atendimento às vítimas na favela.
Por volta das 19h45, a Defesa Civil montou uma base de atendimento às famílias para providenciar cesta básica e abrigo para os morados. O prefeito Gilberto Kassab, que esteve na comunidade neste domingo (11), disse que a favela estava sendo urbanizada.
- Num primeiro momento, as vítimas estão sendo transferidas para unidades da prefeitura e vão ter apoio de alimentação e vestuário. Depois, individualmente os problemas vão ser solucionados.
O incêndio na comunidade Diogo Pires começou pouco antes das 18h. O fogo se alastrou rapidamente nos barracos e destruiu a favela em cerca de uma hora. Por volta das 20h, os bombeiros informaram que o fogo estava controlado, com a existência de pequenos focos.
Foram enviados ao local 25 carros para apagar as chamas e cerca de 70 bombeiros trabalharam para controlar o fogo. A AES Eletropaulo informou ter desligado a energia na região da favela.
Segundo o capitão Miguel Jordas, porta-voz do Corpo de Bombeiros, os bombeiros demoraram cerca de cinco minutos para chegar ao local e dar início aos trabalhos. Uma indústria química é vizinha à favela e os bombeiros tiveram de fazer resfriamento para que ela não fosse atingida. Outro problema foi em relação ao fornecimento de água para apagar as chamas. Os bombeiros usaram caminhões-pipa.
Durante a madrugada, os bombeiros farão operação rescaldo para impedir novos focos de incêndio.
Fonte: R7
Nenhum comentário:
Postar um comentário