Após alguns minutos em Honduras, Zelaya volta à Nicarágua


Zelaya fazendo pose de herói. Minutos depois desistiria da empreitada, com medo da prisão.

LAS MANOS - O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya voltou nesta sexta-feira, 24, à Nicarágua após permanecer alguns minutos no território hondurenho, no ponto fronteiriço de Las Manos. O líder destituído deu alguns passos simbólicos na cidade de El Paraíso, no lado hondurenho da fronteira, mas, diante de soldados e policiais, ele disse que não queria ir adiante em "respeito aos princípios" dos militares, que ameaçavam prendê-lo caso retornasse ao país.

"O coronel me disse que eu não poderia voltar. Eu disse que posso", disse Zelaya, assim que chegou em Honduras. Os soldados, no entanto, fizeram uma barreira com escudos e não deixaram que o presidente deposto e seus partidários avançarem fronteira adentro. O líder deposto entrou em Honduras cercado de dezenas de seguidores e depois estabeleceu comunicação com um alto oficial das Forças Armadas do país, com quem disse que manterá diálogo. O retorno foi acompanhado pela equipe de cinegrafistas do canal estatal venezuelano Telesur.

"Queremos garantir a paz, não quero que tenham que atirar, porque me machucam ou me assassinam. Estou disposto a me colocar em frente aos militares, mas também faço uso da razão, objetividade,
venho desarmado, sem colete nem salva-vidas", disse Zelaya aos jornalistas quando retornava à Nicarágua. Na terça-feira, ele viajará a Washington, confirmou no começo da noite desta sexta, o Departamento de Estado do governo americano, após criticar a nova tentativa de volta a Honduras.

Preparando-se para o retorno de Zelaya, o governo de facto de Honduras havia deslocado na manhã esta sexta-feira centenas de soldados para vários postos fronteiriços, e decretou um toque de recolher nas fronteiras com a Nicarágua e El Salvador, que começou a vigorar ao meio-dia desta sexta e vale até 6h da manhã do sábado. Ocorreram tumultos no ponto fronteiriço de El Paraíso entre manifestantes pró-Zelaya e tropas hondurenhas. O Exército confirmou que um manifestante ficou ferido.

Comentário:

El toro amarelou! O golpista Zelaya empreendeu apenas uma ação de propaganda, no que é orientado pelos Chavistas comunistas. Não falava sério.

Fontes: ESTADO - AP - REUTERS

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