Família diz que Michael morreu devido a alta dose de morfina


Imagem de 2006 mostra Jackson no "World Music Awards", cantando a música "We Are The World", em Londres

Família diz que Michael morreu devido a alta dose de morfina

Familiares de Michael Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal especializado em celebridades TMZ.

O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerar que ele tinha uma "dependência" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

Outros membros da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.

De fato, representantes da turnê, prevista para começar em julho, disseram ao TMZ que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

O portal também assegurou que um membro próximo à família de Michael afirmou que o cantor recebia uma injeção diária de Demerol, um medicamento similar à morfina, e que, nesta quinta-feira (25), dia da morte de Jackson, recebeu uma dose por volta das 11h30 (15h30, no horário de Brasília).

A fonte acrescentou que a dose foi "alta demais" e que causou sua morte.

Brian Oxman, amigo pessoal de Michael e advogado da família, afirmou, ontem, não conhecer "a causa de tudo isto". "Mas é algo que temia. Isto é um caso de abuso de remédios, salvo que a causa seja outra."

"Sua família tentava cuidar de Michael há meses, mas as pessoas que o rodeavam não permitiram que isto ocorresse", acrescentou.

O portal acrescentou que as autoridades estão procurando o médico pessoal de Jackson, que estava na casa do artista no momento da morte.

O médico, que poderia ter dado a injeção de Demerol em Michael, está desaparecido.

Ex-empresário de Michael Jackson chama médicos de "criminosos"

O tunisiano Tarak Ben Ammar, amigo e ex-empresário de Michael Jackson, chamou nesta sexta-feira (26) de "criminosos" os médicos que atenderam o artista durante sua carreira e que lhe "destruíram o rosto".

"Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que o atenderam ao longo de sua carreira, que destruíram seu rosto, que lhe deram remédios para diminuir as dores", declarou o amigo de Michael à rádio francesa "Europe 1".

O ex-empresário do artista acrescentou que o cantor morreu "de uma parada cardíaca porque tomava muitos remédios".

Ben Ammar falou que Michael era "hipocondríaco" e reconheceu que ele "tomava remédios para dormir", mas assegurou que nunca viu o cantor consumir drogas.

"Nunca se sabia verdadeiramente se estava doente, porque estava cercado de médicos charlatões que viviam dessa doença, que lhe receitavam milhares e milhares de dólares em remédios, em vitaminas", acrescentou.

Para Ben Ammar, o estilo de vida de Michael, que envolvia uma má alimentação e poucas atividades físicas, "teria tido as mesmas consequências" para qualquer outra pessoa.

Jackson não tinha equilíbrio físico e mental, diz Baryshnikov


"O trabalho corporal não é tudo, é necessário um equilíbrio entre o corpo e a mente e está claro que esse equilíbrio não funcionava em Michael Jackson", assegurou hoje o dançarino e coreógrafo americano de origem russa Mikhail Baryshnikov.

O dançarino lamentou que um homem tão jovem "estivesse tão doente", já que há não muito tempo "estava em uma forma impressionante".

Baryshnikov, que apresentou nesta sexta-feira (26) seu novo espetáculo em encontro com jornalistas, que estreia em Madri.

"É uma história muito triste, porque ele era um homem muito doente, mas também muito jovem, 50 anos não é nada. Eu o vi há alguns anos pela última vez e era impressionante sua energia, seu perfeito estado físico e o que conseguia fazer com seu corpo", acrescentou.

Embora não seja um fã do pop --"cheguei muito tarde aos Estados Unidos, para me sentir verdadeiramente envolvido com essa música, mas fui a alguns shows dos Rolling Stones e de Madonna"-- Baryshnikov acredita que Michael, que assistiu vários de espetáculos e "chegaram a conversar", era "um intérprete incrível e um artista muito interessante".

Fã que acompanhou ensaio diz que se assustou com aparência de Michael Jackson

O que deveria ter sido a oportunidade de realizar um sonho para uma fã de Michael Jackson acabou se tornando uma experiência um tanto traumática.

O site da revista norte-americana "People" traz, nesta sexta-feira (26), uma reportagem sobre uma fã que conseguiu convite para acompanhar um dos ensaios do cantor para a turnê que marcaria seu retorno aos palcos, no Reino Unido.

De acordo com a reportagem, a fã mandou um e-mail para outros admiradores do cantor e contou sobre a aparência do cantor. "Ele é um esqueleto", escreveu a fã em uma mensagem enviada na última segunda-feira (22).

Na mensagem, ela ainda relatou que o pior foi ver seu ídolo cercado por pessoas com medo de comentarem sobre seu estado. "Eu preciso dizer: ele vai morrer".

Três dias depois do relato da fã, Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca e morreu, nesta quinta-feira (25).

Socorrido por paramédicos de Los Angeles, ele passou por procedimentos de reanimação, mas os médicos não conseguiram salvá-lo. Ele tinha 50 anos, em uma vida marcada por sucessos, extravagâncias e casos de polícia.

Fontes: Folha - AFP - AP

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