Com 70 novos casos, Brasil tem 522 pessoas contaminadas por gripe

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta sexta-feira que foram registrados no Brasil 70 novos casos da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)--, o que eleva para 522 casos confirmados no país.

São 66.696 casos em todo o mundo, com 306 mortes, segundo o ministro. Os Estados Unidos seguem na frente, com mais de 27.700 casos e 127 mortes. No Brasil, dos 522 casos, 50% estão em São Paulo, com 260 pessoas contaminadas. Minas Gerais e Rio de Janeiro ficam atrás com 65 e 52 casos respectivamente.

O padrão de transmissão do vírus se manteve, afirmou o ministro. "Ele não circula no Brasil", ou seja, os infectados tiveram contato com alguém que pegou o vírus no exterior.

Temporão afirmou que estava ainda "passando um recado" para que diretores de escolas, empresários e "todas as pessoas que dirigem um espaço coletivo" consultem as autoridades sanitárias antes de tomar alguma medida.

De acordo com o ministro, a adoção de medidas para fechar espaços coletivos sem embasamento pode causar pânico injustificado.

Nas últimas semanas, escolas e universidades anteciparam férias e algumas empresas, como a Itaipu, dispensaram funcionários do setor onde foi identificado um trabalhador identificado.

Ministro anuncia novas regras para o controle da gripe suína

O significativo aumento de casos de gripe A (H1N1) no Brasil levou o Ministério da Saúde a anunciar nesta sexta-feira, 26, três medidas para lidar com a doença. A partir de agora, a suspensão de atividades em espaços coletivos, como escolas e empresas, onde houver a confirmação de infectados deverá ser decidida com base em critérios repassados pelo ministério às vigilâncias de saúde locais. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, explicou que o objetivo é evitar a falsa sensação de insegurança. "A recomendação é simples: antes de tomar qualquer decisão, ouvir as autoridades locais".

Outra mudança está relacionada ao primeiro atendimento. Antes, todos os pacientes notificados 48 horas após os primeiros sintomas recebiam o remédio Oseltamivir. "Quanto mais coloco o vírus em contato com o medicamento, maior a chance dele criar resistência", explicou o ministro. Para evitar o surgimento dessa resistência, agora, esse procedimento será adotado apenas se houver o agravamento do estado do doente, no mesmo período, ou em caso de crianças com até 2 anos, idosos, gestantes, pessoas com baixa resistência, diabéticos, cardiopatas e pacientes com doença pulmonar ou renal crônica.

A última modificação refere-se ao processo de confirmação da doença, que passará a ser definido conforme o vínculo dentro de um mesmo ambiente. Ou seja, se o exame laboratorial der positivo para um aluno de uma creche, será considerado que todas as pessoas que convivem no mesmo espaço e que apresentam os sintomas da nova gripe estão infectadas. Segundo o ministério, nessas situações, é desnecessário fazer o exame de todos, porque a probabilidade de que tenham contraído o vírus é muito grande.

Fonte: UOL

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