O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a defender a reforma no sistema de cartões de crédito no país, a fim de coibir práticas abusivas das empresas contra os clientes, como aumentos inesperados nos juros e uma linguagem confusa nos contratos. Em discurso, o presidente pediu que o Congresso aprove, até o fim de maio, mudanças nas regras.
"É tempo de darmos aos nossos consumidores proteções fortes e confiáveis. É hora de de fazermos essa reforma urgente para dar transparência e responsabilidade [a empresas e clientes]", afirmou.
Com o aprofundamento da crise financeira, as empresas de cartões de crédito detectaram que as famílias recorriam com maior frequência aos pagamentos com o meio. Em janeiro de 2009, a dívida contraída com cartões chegava a US$ 963 bilhões, segundo dados do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).
A taxa de inadimplência e falta de pagamento cresceu um terço desde finais de 2006 até hoje. Anualmente, as empresas de cartões arrecadam US$ 15 bilhões em multas, o que representa 10% de toda a receita do negócio.
Em abril a Câmara dos Representantes (Deputados) dos EUA aprovou uma legislação que limita o poder das administradoras de cartões em aumentar a taxa de juros no saldo do consumidor. O Senado ainda deve apresentar sua versão da lei.
Na ocasião, Obama falou que o governo deveria promover uma reforma no sistema de cartões de crédito para acabar com o "abusos" dessas empresas. "Sabemos que os cartões são uma fonte importante de financiamento para os cidadãos e para as empresas que geram trabalho, e por isso vamos promover uma nova regulação do setor."
Segundo ele, a proposta visará a melhorar a defesa do consumidor e a responsabilidade das empresas financeiras. Entre as medidas estudadas estão a proibição dos aumentos injustos nos juros cobrados em compras a crédito, assim como comissões e penalizações abusivas que às vezes são aplicadas.
O chefe de Estado americano também quer que as empresas facilitem o acesso dos clientes a seus contratos, especialmente através da internet, e que sejam simplificados os termos nos quais novos produtos são oferecidos.
Na ocasião, Obama afirmou também que a medida prevê que os extratos enviados para pagamento devam ser escritos em linguagem clara. "Não mais letras pequenas, não mais 'termos e condições' confusos", afirmou. Para o presidente, a reforma deve recolher penalizações para as companhias que violem a lei ou para aquelas práticas que danifiquem as economias familiares.
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