Jorge Serrão
Além dos oficiais das Forças Armadas, agora os Policiais Militares de São Paulo viram alvo da guerra assimétrica promovida pelos defensores dos direitos humanos (sempre em favor dos bandidos). Promotores e defensores pressionam o governador José Serra para que impeça a polícia de registrar como “resistência seguida de morte” os casos em que PMs matam suspeitos de crimes
A cúpula da corporação promete reagir, dentro da garantia da lei e da ordem, contra a intenção de promotores e defensores que desejam punição rigorosa em 102 casos em que policiais foram suspeitos de matar 170 pessoas, entre os dias 12 e 21 de maio de 2006, quando ações terroristas atribuídas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) paralisaram São Paulo. Oficiais da PM de SP advertem que quem tem ligações ocultas com o crime deve se cuidar.
Na mesma onda para coibir a ação das forças armadas, intimidando-as, o desgoverno Lula lançou ontem um pacote para tornar públicos documentos oficiais da época da dita-dura militar. O projeto enviado ao Congresso pelo Executivo derruba o sigilo de documentos sobre violações de direitos humanos. O chefão Lula advertiu que não há revanchismo na medida. Alguns papéis – certamente aqueles que comprometem aqueles que hoje estão no poder e no passado violaram a lei e a ordem - vão permanecer sob sigilo eterno, por serem ultrasecretos.
Terroristas em ação
Ontem à noite, em São Paulo, uma manifestação atribuída ao PCC parou a marginal Tietê, por 50 minutos.
Bandidos promoveram uma ação típica de terror, colocando fogo em ônibus e jogando diesel na pista.
Foi em protesto contra a prisão de um jovem com drogas na Zona Leste paulistana – como a PM chegou a especular?
Ou foi mais uma ação calculada pelo PCC – exatamente para lembrar o bem sucedido terror de maio de 2006?
Boa lembrança
Para lembrar que 58 policiais fluminenses morreram durante o trabalho nos últimos dois anos, a Ong Rio de Paz faz ontem uma manifestação na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Setenta uniformes da PM manchados de tinta vermelha foram colocados na Praia de Ipanema, próximo à Rua Farme de Amoedo.
Um cartaz diante do varal dizia: "Eles tombaram em defesa do povo do Rio".
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