Número de casos de gripe suína no mundo chegam a 1.893

Mapa da Gripe

Balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta-feira informa que já há 1.893 doentes de gripe suína, em 23 países. O número cresceu 27% em relação a esta terça-feira (5), quando havia 1.490 casos confirmados. O nível de alerta da OMS para a gripe suína permanece em 5, em escala que vai de 1 a 6. O último grau indica pandemia (epidemia de vasto alcance, talvez global).

O México continua sendo o país com maior número de casos confirmados, 942, incluindo 29 mortes. Embora o número continue subindo --para o governo mexicano, os casos já somam 1.070 e as mortes, 42--, o país começou nesta quarta-feira a retomar a normalidade, com a reabertura dos restaurantes. Nesta quinta-feira (7), as universidades voltarão a funcionar.

"Estão diminuindo os casos do vírus, estão diminuindo drasticamente casos de mortalidade. Estamos ganhando essa batalha. [...] Mas o vírus continuará se expandindo e durante muito tempo ainda teremos que tomar medidas preventivas", disse o presidente do México, Felipe Calderón, nesta quarta-feira.

O vizinho Estados Unidos continua sendo o segundo em número de casos, com 642 incluindo agora duas mortes --uma de uma criança mexicana que estava de passagem pelo Estado do Texas e outra de uma mulher americana que vivia no Texas.

Outros países com casos confirmados da doença são Canadá (165), Espanha (73), Reino Unido (28), Alemanha (9), Nova Zelândia (6), Itália (5), Israel (4), França (5), El Salvador (2), Coreia do Sul (2), Áustria (1), China --área de Hong Kong-- (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), Guatemala (1), Irlanda (1), Holanda (1), Portugal (1), Suécia (1) e Suíça (1).

Em comunicado, a OMS reitera que eventuais restrições de viagens são desnecessárias, mas que quem apresenta sintomas da doença, deve adiá-las; e que o consumo de carne de porco cozida não traz riscos de infecção.

Sintomas

A gripe A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o governo americano.

Kits para detectar gripe A(H1N1) ainda não chegaram ao País

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira, 6, que os kits para diagnóstico rápido da Influenza A (H1N1) ainda não estão no País mas que chegarão ao Brasil até a próxima sexta-feira, 8.

Segundo o ministério, os kits serão entregues ao laboratórios Adolf Lutz, em São Paulo, Instituto Evandro Chagas, no Pará, e Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Antes de serem usados, eles ainda precisarão passar por testes, provas internas e certificação do produto. O Ministério não soube informar quantos kits chegarão ao País.

Os kits para diagnóstico rápido eram esperados na noite de terça-feira, 5, de acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Eles foram despachados de Atlanta, nos Estados Unidos, para vários países, incluindo o Brasil, na tarde de segunda-feira, 4.

Boletim divulgado na tarde desta quarta-feira, 6, pelo ministério indica a presença de 26 casos suspeitos da doença no País, distribuídos nos seguintes Estados: 9 em São Paulo, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Distrito Federal, 2 em Goiás, 2 em Santa Catarina, 2 no Tocantins, 1 no Mato G

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