EUA quer reagir à influência de Irã, China e Rússia na AL

Para a secretária de Estado Hillary Clinton, ganhos destes países na América Latina são 'perturbadores'

WASHINGTON - Os Estados Unidos estão trabalhando para melhorar as deterioradas relações com vários países da América Latina e reagir ao crescimento da influência do Irã, da China e da Rússia, afirmou a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em uma reunião com funcionários do Departamento de Estado nesta sexta-feira, 1.

Segundo Hillary, autoridades norte-americana estão avaliando a troca dos diplomatas e outras estratégias na Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Equador para fortalecer os laços que se deterioraram durante o governo de George W. Bush. Hillary também disse que os EUA querem ter melhores relações com Cuba, mas querem ver evidências de reformas naquele país.

Hillary afirmou que a política de Bush foi contraprodutiva e permitiu que líderes esquerdistas - como o venezuelano Hugo Chávez, o boliviano Evo Morales e o nicaraguense Daniel Ortega - promovessem o sentimento anti-EUA e a dependência em relação a China, Irã e Rússia. O governo Bush "tentou isolá-los, tentou apoiar a oposição contra eles, tentou transformá-los em inimigos internacionais", disse Hillary. "Isso não funcionou. Nós vamos ver quais abordagens podem funcionar", acrescentou.

Hillary observou que a crescente influência da China e do Irã sobre a América Latina é "bastante perturbadora". "Eles estão aumentando muito as ligações econômicas e políticas com vários desses líderes. Eu não acho que isso seja de nosso interesse", afirmou a secretária.

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