Enquanto no Brasil o gás natural boliviano é considerado caro pelos empresários, no país vizinho a queda brusca do preço do combustível está levando o governo Evo Morales a rever o Orçamento deste ano e a recorrer às reservas internacionais para compensar a queda de arrecadação, informa Fabiano Maisonnave.
Segundo o Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia, a queda no preço --de 44%, de acordo com o analista de energia boliviano Carlos Miranda-- aliada a uma redução do volume comprado pelo Brasil fez com que a arrecadação boliviana com seu principal produto de exportação caísse 40%.
O valor baixo deve aumentar a pressão de La Paz sobre a Petrobras para que aumente suas compras do combustível. O gás é o principal produto de exportação da Bolívia e o volume enviado ao Brasil representa cerca de 25% das vendas do país ao exterior.
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