Pressionado por líderes latino-americanos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidente americano, Barack Obama, deve levantar as restrições de viagens e remessas a Cuba, no que pode ser o primeiro gesto de aproximação em relação ao regime castrista, informo nesta sexta-feira o "The Wall Street Journal".
Obama não pretende abolir o embargo comercial imposto a Cuba, o que necessitaria de uma ação do Congresso, disse o jornal, citando uma autoridade da administração não-identificada. O governo não considera expandir nenhuma relação diplomática com o governo da ilha, informou o jornal.
O governante também não contempla uma aproximação diplomática específica, afirmou o funcionário citado pelo "Wall Street Journal".
Embora a informação não especifique a data em que Obama deva anunciar a mudança na política externa para Cuba, o jornal faz eco dos rumores nos círculos políticos de que isso pode ocorrer antes da 5ª Cúpula das Américas, que acontece de 17 a 19 de abril, em Trinidad e Tobago.
O "Wall Street Journal" diz que o fim das restrições a viagens e ao envio de remessas a Cuba beneficiaria 1,5 milhão de cubano-americanos com parentes na ilha.
Segundo o jornal, Obama enfrenta pressões de vários líderes latino-americanos para que faça um "gesto simbólico a Cuba" sinalizando sua disposição em "começar a reconstruir as relações regionais".
"Fazer o anúncio antes da cúpula regional poderia dissipar as pressões sobre os EUA no encontro", diz a publicação.
O "Wall Street Journal" acrescentou que os funcionários americanos esperam que a 5º Cúpula das Américas sirva para o debate de vários assuntos regionais, entre eles a crise econômica.
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