Fãs do Kiss fazem longas filas no Anhembi à espera do show

Os fãs dos veteranos mascarados esperam há 10 anos pela volta do grupo ao Brasil

Publico na fila aguardando o show do Kiss no Anhembi

SÃO PAULO - É grande a movimentação de fãs do Kiss na Arena do Anhembi, na zona norte de São Paulo, na tarde desta terça-feira, 7. As filas de jovens com roupas e maquiagens semelhantes às do grupo estendem-se a partir dos dois portões que dão acesso ao local e já dobram o quarteirão da Rua Olavo Fontoura.

A estimativa é de que 30 mil pessoas acompanhem o show da banda norte-americana a partir das 21h30. Segundo a assessoria de imprensa do evento, várias pessoas dormiram em frente ao Anhembi para guardarem lugar na fila.

Fãs que esperam há dez anos pela volta do grupo à cidade verão um show com metade da formação original - o vocalista e guitarrista Paul Stanley e o baixista e vocalista Gene Simmons - do lendário grupo de mascarados. Este ano eles comemoram 35 anos de carreira no mundo do rock.

Fã-Clube do Kiss no Brasil tem fila de espera


A banda Destroyeer Kiss Cover, que nasceu 1983, em homenagem aos ídolos dos anos 70

O exército de mascarados que seguem fanaticamente o grupo Kiss desde 1975 chama-se Kiss Army, e é organizado em todo o mundo. Aqui, chama-se Kiss Army Brasil e tem 1,1 mil integrantes. "E uma lista de espera de mais de 600 interessados em ingressar", gaba-se Roberto Simmons, presidente do Kiss Army Brasil. Quase todos eles usam o sobrenome dos ídolos como se fosse seu. Para tornar-se fã, não basta querer: tem de ser admitido, e há critérios, o maior dele demonstrar conhecimento e paixão legítima pelo grupo.

"Amamos o Kiss pela magia da banda, pela música e todo o frisson que ela nos causa, pelas mensagens de amor, festa e tudo mais, por serem uma mistura de super-heróis, seres até mesmo intocáveis, envolto em suas vestimentas e maquiagens que, depois do palco, viram seres normais como nós. Kiss é show!", diz Simmons.

Segundo o presidente do fã-clube, a maquiagem que os fãs usam não é item obrigatório, "até porque muitos têm alergia, ou problemas de pele que os prejudicaria", considera. "Mas eu diria que a maquiagem para um fã é algo que nos completa, algo que nos deixa mais próximo do Kiss. Todos podem ser o Kiss por um momento".

Segundo Simmons, as bilheterias da turnê Alive 35, a quantidade de shows que a banda fez nesse um ano em turnê, tudo isso prova que o Kiss ainda faz o melhor rock mundial da atualidade. "A banda está muito bem no palco, apesar dos 35 anos... E pudemos ver isso na prévia que tivemos no show de ontem em Buenos Aires... Os quase sessentões Gene e Paul fizeram a galera Argentina delirar em 2 horas de show, sem que a banda perdesse o pique e o poder."


O músico Antonio Castilho, ou Tutu Simmons, como ele se apresenta, ganha a vida há 25 anos vestindo-se como o baixista do Kiss, Gene Simmons, na banda cover brasileira Destroyer. "Ele é bem mais rico, bem mais alto, bem mais linguarudo e comeu muito mais mulheres, mas eu também tenho meus truques", brinca. Tutu usa uma armadura de 30 quilos nos shows do grupo Destroyer, e estará no show dessa noite ao lado dos colegas - Fábio Stanley, Leo Criss e Rodrigo Frehley.


Confira as músicas do show que a banda fez em Santiago do Chile na sexta:

‘Deuce’

‘Strutter’

‘Got To Choose’

‘Hotter Than Hell’

‘Nothin' To Lose’

‘C'Mon And Love Me’

‘Parasite’

‘She’ (Tommy Thayer solo)

‘100,000 Years’ (Eric solo)

‘Cold Gin’

‘Let Me Go Rock 'N' Roll’

‘Black Diamond’

‘Rock & Roll All Nite’

‘Shout It Out Loud’

‘Lick It Up’, (Gene solo)

‘I Love It Loud’

‘I Was Made For Lovin' You’

‘Love Gun’ / ‘Detroit Rock City’

* Repertório do show da banda em

Santiago (Chile), na sexta-feira

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