da Efe, em Haia
A falha de um altímetro à qual os pilotos não reagiram inicialmente foi uma das causas do acidente do Boeing 737 da Turkish Airlines próximo ao aeroporto de Amsterdã na semana passada, de acordo com os resultados das primeiras investigações revelados nesta quarta-feira. O acidente deixou nove mortos.
O presidente do Conselho de Investigação para a Segurança em Acidentes, Pieter van Vollenhoven, explicou em entrevista coletiva que o altímetro assinalou de forma equivocada uma altitude menor do que a real. Por isso, a aeronave, que fazia manobras de aterrissagem com o piloto automático, reduziu a velocidade sem que isso fosse visto como um problema na cabine de comando.
O voo TK1951 de Istambul a Amsterdã caiu a cerca de 1,5 quilômetro da pista de pouso do aeroporto Schiphol. A aeronave se partiu em três, e malas e destroços se espalharam ao redor do avião. Ao todo, cinco turcos e quatro americanos morreram e dezenas de outros passageiros ficaram feridos e continuam em hospitais holandeses.
"O medidor de altura esquerdo indicou de repente menos 8 pés, o que fez com que os motores fossem desligados", disse Van Vollenhoven, que acrescentou que "isto foi constatado pelos pilotos, mas não interpretado como um problema".
Os pilotos reagiram quando o avião reduziu a velocidade até alcançar o mínimo para manter o voo e, então, já não era possível recuperar a potência necessária para poder concluir a manobra de pouso. Ao ser perguntado se os pilotos agiram de forma errada, Van Vollenhoven respondeu: "Acho que simplesmente não viram que havia um problema".
Os resultados da investigação preliminar, que não excluem outras possíveis causas, se baseiam na análise das caixas-pretas e nas gravações na cabine de comando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário