Collor reestreia em nova vitrine

Às 8h36 da manhã de 12 de março, 16 anos depois de sair do Planalto debaixo de um processo de impeachment por corrupção, Fernando Collor de Mello, agora senador pelo PTB de Alagoas, assumiu novamente uma presidência... da Comissão de Infraestrutura. Um cargo infinitamente menor que a Presidência da República, que ele ocupou entre 1990 e 1992, mas que o senador Collor, no primeiro dia de trabalho, deixou claro que vai transformar na vitrine para não ser apenas mais um no plenário de 81 parlamentares.


Fernando Collor e Renan Calheiros

Armado de um sorriso sempre aberto, cabelos grisalhos meticulosamente penteados e gestos calculados, Collor desempenhou ontem o papel de fiscal do poder público, ressuscitando o jeito "caçador de marajás" que o tornou conhecido nos anos 90. Rebatendo as suspeitas da oposição de que iria presidir a comissão como um "parceiro do governo Lula", Collor vestiu o figurino de fiscal das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e se declarou "parceiro dos interesses nacionais".

No papel de senador/vereador, Collor criticou o Planalto por não renegociar dívidas de municípios e disse que a redução do IPI na venda de carros só favorece os Estados produtores. "Nenhuma política dará resultado, como o pacote habitacional da ministra Dilma, se não for resolvido o problema da inadimplência dos municípios."

Para marcar a estreia na presidência, Collor aprovou um ato que ele propôs: a partir de agora, além da sabatina, quem for indicado para a direção das agências reguladoras terá de provar que não tem dívidas fiscais com a União, os Estados e os municípios.

Algumas opiniões de leitores de jornais

Collor e eu sem casa !!!!

Sex, 13/03/09 16:20 , ruibarbosa@estadao.com.br

Trabalhei duro durante mais de 20 anos juntando dinheiro para comprar uma casa própria e aí vem o plano Collor e bloqueia o meu dinheiro e me deixa sacar o que equivaleria hoje a R$50,00 , resultado estou sem casa.

Collor

Sex, 13/03/09 12:07 , Anônimo

vergonha. sempre diziamos que eramos o país jovem , o país do futuro , a minha geração deveria estar agora mudando este país e isso não acontece. O que temos aqui? uma oligarquia? não. temos sim uma gerontocracia , inclusive este senhor , agora senhor mesmo , até no visual. lamentavel ver que não aparece nenhuma nova liderança , temos que ver um Sarney no controle de muitas coisas , ele com os seus quase 90 anos , o seu romantismo de um passado muito distante , cercado de um mix de cartoriado e coronealismo e agora a volta deste homem que é o icone maior em nossos corações e mentes da decada de 80 , a década perdida... os nossos jovens daquela época se acovardaram , muitos em seguros cargos públicos, muitos em grandes empresas multinacionais , todos querendo somente o crescimento material/financeiro e pouco se importanto com as nescessidades do país, uma absurda alienação que é um verdadeiro convite à volta destes malignos fantasmas do nosso passado. Ainda não vai ser esta geração que vai mudar o país.

VOTO FACULTATIVO

Dom, 08/03/09 11:21 , joaomituca@estadao.com.br

Muito bom o comentario de marcopaulomlessa, e quanto ao anonimo, quero dizer que: Na historia do Brasil, nunca ouve um Presidente tão bandido quanto ao Collor, este ai é de fazer inveja a todo e pretencioso Presidente, O Lula caminha em poeiras mais amarelas, tipica de peões. MAS A SOLUÇÃO PRA O NOSSO PAIS ESTA NO VOTO FACULTATIVO, ESTA IDEIA PRECISA CHEGAR AO NOSSO POVO, QUE PRECISA GANHAR AS RUAS E AVENIDAS DESTE PAIS.

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