Serra anuncia medidas para incentivar economia de São Paulo

O governador José Serra (PSDB) anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas para incentivar a economia do Estado e dessa forma ajudar no combate aos efeitos da crise econômica global. Muitas das medidas, no entanto, já estavam previstas no cronograma de investimentos do Estado, mas foram antecipadas para aquecer o mercado. O investimento do governo será
de R$ 20,6 bilhões ao longo do ano.

"O nosso empenho fundamental é segurar o nível de emprego e ampliar o nível de emprego em São Paulo", afirmou o governador que, com os investimentos previstos, espera gerar 800 mil empregos.

Serra explica, porém, que o número não representa apenas vagas novas, mas também empregos mantidos pelo investimento do governo estadual. "Se isso [o investimento] não fosse feito o número de desempregados seria acrescentado em 40%", afirma o governador, que estima em 2 milhões o número de trabalhadores sem emprego no Estado --1,2 milhão apenas na região metropolitana de São Paulo.

Segundo o governador, as 17 medidas anunciadas hoje somam-se a outras 16 já apresentadas com o objetivo de conter os efeitos da crise econômica global. Ao todo, o "pacote anticrise" paulista inclui 33 medidas, como redução de carga tributária sobre produtos, apoio e fomento às micro e pequenas empresas e expansão de linhas de crédito.

Serra negou que o pacote tenha algum viés político. Segundo ele, incentivar o mercado no atual momento de crise é sua "obrigação". "Não estamos fazendo nossa parte para aparecer, estamos fazendo nossa obrigação."

A comparação com as medidas anticrise adotadas pelo governo federal foram evitadas por Serra, que jogou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a maior responsabilidade de reduzir os impactos na economia do país. "O governo do Estado não tem política monetária, não controla taxa de câmbio, nem grandes instituições de crédito", afirmou o governador paulista.

Há três semanas na secretaria de Desenvolvimento, coube ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) apresentar o pacote anticrise de Serra. Ao lado de outros secretários estaduais, também doi Alckmin que explicou detalhes do pacote.

Cobrança

O governo de São Paulo anunciou as medidas anticrise dois dias depois de o Diretório Nacional do PT ter aprovado uma resolução política que faz uma análise da crise econômica. O documento usa a crise para criticar as políticas dos governos administrados pelo PSDB e DEM --partidos que fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O documento diz que os "neoliberais" que antecederam o governo Lula "precisam responder solidariamente pelo que acontece no mundo". Diz ainda que a derrota do PSDB-DEM nas eleições de 2002 e de 2006 foi essencial para que o Brasil estivesse mais preparado para enfrentar a crise econômica.

Sem citar nomes, o documento diz que os governos do PSDB e do DEM "se recolhem silenciosos, a despeito de sua irresponsabilidade e submissão anteriores".

No documento, o PT diz que os governos de esquerda precisam implementar políticas anticrise contrárias às adotadas por administrações tucanas. "Onde somos oposição, é preciso enfrentar as medidas conservadoras adotadas por governos como os de Yeda Crusius (RS), José Serra (SP) e Aécio Neves(MG)."

Nota do Editor:

Os petistas se acham donos da verdade e detentores exclusivos de inteligência. Na verdade, se fossem inteligentes, jogariam fora a cartilha marxista.

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