Líder das Farc atribui resgate de Betancourt a Israel

Um vídeo divulgado nesta quarta-feira mostra o líder máximo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conhecido como Alfonso Cano, dizendo que o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt foi coordenado por Israel e só foi possível graças à traição de dois guerrilheiros.

A gravação, divulgada pelo site da revista "Semana" e a primeira com imagens de Cano desde que ele assumiu a chefia da guerrilha em abril passado, foi feita em agosto.

No vídeo, o guerrilheiro diz que o resgate de Betancourt, três americanos e 11 militares e policiais colombianos foi "dirigido pela inteligência de Israel e executado a partir da traição de dois comandantes" das Farc.

Cano, 61, antropólogo cujo verdadeiro nome é Guillermo Leão Sáenz Vargas, também faz referência a uma manifestação realizada em 20 de julho do ano passado contra a prática de sequestros no país.

Para o guerrilheiro, que assumiu a liderança das Farc em março de 2008, após a morte do fundador do grupo --Manuel Marulanda Vélez ou Tirofijo, "o febril triunfalismo midiático provocado pelo governo em torno da Operação Xeque (...) carece de conotações a longo prazo".

Além disso, Cano diz que o resgate, ocorrido em 2 de julho de 2008, foi um episódio "nada excepcional" e que o governo não faz referências ao "uso de emblemas" do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da rede de TV Telesur e de ONGs de outros países na operação.

"Para parafrasear um presidente dos Estados Unidos", a Operação Xeque foi "um sucesso que teve muitos pais, embora a violação das normas internacionais tenha ficado órfã", acrescenta na gravação.

Na semana passada, seis sequestrados --entre políticos e membros das forças de segurança-- foram libertados em missões que tiveram a coordenação da Cruz Vermelha e a participação de helicópteros brasileiros. Acredita-se que as Farc tenham cerca de 700 reféns em seu poder.

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