Erros derrubaram Boeing na Rússia; piloto tinha álcool no sangue

Foram os erros do piloto que provocaram a queda do Boeing 737-500 da companhia aérea russa Aeroflot-Nord --filiada à Aeroflot-- na cidade de Perm, perto dos Montes Urais, em 14 de setembro do ano passado, conforme relatório final da comissão de investigação do caso. No acidente, as 88 pessoas que estavam a bordo morreram.

Foi o pior acidente aeronáutico da Rússia em dois anos.

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Conforme o relatório, o piloto --que tinha uma quantidade não-especificada de álcool no sangue e trabalhava demais-- perdeu a "orientação espacial" depois de ler, erroneamente, o altímetro do Boeing. "Isso levou a uma inclinação do avião sobre a asa esquerda e, depois, a uma queda intensa seguida da colisão contra o chão", afirma o documento.

Todos os pilotos de voos de carreira, na Rússia, devem passar por exames médicos --que incluem medição de pressão e teste para álcool-- antes de embarcar. "Julgar se a tripulação estava bêbada ou não é uma tarefa mais dos procuradores que nossa. A comissão não quer detectar quando ou onde a ingestão de álcool ocorreu --se durante o voo, antes dos exames ou depois", afirmou o investigador.

"Mas eu repito: a causa direta do acidente foi a perda de orientação espacial", reafirmou Alex Morozov, chefe da investigação que reuniu profissionais dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, além da Rússia.

Nos registros da caixa-preta, as últimas palavras do comandante foram "veja você, eu não consigo".

Conforme Morozov, mais um elemento que contribuiu para a perda de orientação foi o fato de o avião estar voando à noite, sob neblina, com o piloto automático desligado. Para o técnico, o piloto não havia sido treinado de forma adequada para aquele tipo de aeronave.

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