Crise obriga a Toyota a suspender produção em fábricas do Japão

A Toyota planeja realizar nova suspensão em sua linha de produção no Japão para controlar o nível de seus estoques em meio à queda da demanda global. A maior montadora do mundo deve parar suas fábricas por três dias em abril, segundo a agência de notícias Kyodo.

De dezembro a fevereiro, a Toyota já parou suas máquinas por 14 dias, o que reduziu pela metade seu volume produtivo na comparação com o mesmo período do ano anterior. A previsão é que o produção volte ao normal a partir de maio.

Nesta semana, a Toyota anunciou que vai oferecer um programa de demissões voluntárias a todos os seus 25 mil funcionários na América do Norte, além de realizar cortes de salários de funcionários e pagamentos de bônus para cerca de 3.000 executivos.

No último dia 6, a Toyota anunciou que prevê um prejuízo para seus resultados de 2008, o primeiro em mais de 70 anos de história. A previsão é de que deverá encerrar o atual ano fiscal, que acaba em março, com perdas de 350 de bilhões de ienes (cerca de US$ 3,8 bilhões).

Entre outubro e dezembro do ano passado, as perdas operacionais da companhia atingiram 360,6 bilhões de ienes (US$ 3,9 bilhões), uma diferença de 962,1 bilhões de ienes (US$ 10,5 bilhões) frente ao número registrado no mesmo período do ano fiscal 2007.

Nos EUA, a marca viu suas vendas recuarem 31,7% em janeiro deste ano. No período, foram comercializados 117.287 carros, contra 171.849 de um ano antes. No Japão, a Toyota vendeu 22,5% a menos de veículos que em janeiro do ano passado, mas, mesmo assim, ficou em primeiro lugar no Japão, com 81.985 mil unidades.

Empresas japonesas

Nesta semana, a montadora japonesa Nissan também anunciou paralisações de suas fábricas em estratégia semelhante à da Toyota para controlar os estoques em meio à crise financeira global.

A Nissan suspenderá a produção durante cinco dias em fevereiro, além de reduzir em até 20% o salário dos funcionários de suas três fábricas no Japão. Neste mês, a empresa havia anunciado que cortaria 20 mil emprego em todo o mundo devido aos prejuízos históricos da companhia.

No mês passado, a Honda Motor, segunda maior fabricante japonesa de automóveis, anunciou a demissão de 3.100 funcionários temporários no Japão e um novo corte da produção, em consequência da crise econômica.

Somadas, as empresas japonesas já anunciaram mais de 85 mil cortes de empregos neste ano, devido aos efeitos da crise global.

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