Satélite sino-brasileiro CBERS-2 parou de funcionar, anuncia Inpe

Espaçonave lançada em 2003 tinha vida útil estimada em dois anos. Sucessor, o CBERS-2B, já está em órbita desde o fim de 2007

O satélite sino-brasileiro CBERS-2 parou de funcionar no último dia 15, informou nesta quarta-feira (28) o Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

A espaçonave orbita a Terra desde 21 de outubro de 2003, após um lançamento bem-sucedido feito de Taiyuan, na China. Com vida útil de dois anos, o CBERS-2 superou as expectativas dos pesquisadores -- mas não sem alguns problemas, como um que prejudicou uma das câmeras do satélite em meio à missão e antes do lançamento de seu sucessor, o CBERS-2B, que ocorreu em setembro de 2007.

O projeto CBERS prevê cinco espaçonaves, construídas em parceria com a China. De todas elas, três já foram ao espaço. As outras duas (CBERS 3 e 4) têm lançamentos previstos para 2011 e 2014, respectivamente.

A missão do CBERS (sigla inglesa para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) era fazer sensoriamento remoto dos dois países e, num segundo momento, fornecer imagens a outras nações interessadas. O sucesso acabou transformando-o num dos mais importantes projetos de sensoriamento do mundo. No Brasil, as imagens são bastante utilizadas para monitorar a Amazônia.

Até agora, nos três satélites já lançados, o custo do programa foi de US$ 350 milhões, dos quais US$ 133 milhões vieram do Brasil e o resto, da China. Para os dois satélites que ainda restam ser lançados, a divisão de custos passou a ser mais igualitária -- cerca de US$ 150 milhões para cada lado.

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