O PSDB divulgou nota nesta quinta-feira dizendo que o Brasil tem "história de compromissos com a paz e a democracia" e que, por isso, é preciso evitar "tomar partido por um dos lados" no conflito entre israelenses e palestinos. O documento contraste com o a posição do rival PT que, nesta quarta-feira (7), divulgou nota declarando "integral apoio à causa palestina".
Israel realiza, há 13 dias, uma grande ofensiva militar na faixa de Gaza contra o movimento radical islâmico Hamas, que lança foguetes contra o Estado hebraico. Os bombardeios e os ataques por terra já mataram mais de 700 palestinos.
Na nota, o PSDB afirma que o atual conflito "é muito complexo" e critica o PT por tentar transformar a situação "num roteiro cinematográfico simplório no qual o 'bem' e o 'mal' são claramente identificáveis, sendo representados por um e o outro lado em conflito". Para os tucanos, assim, os petistas "prestam um desserviço à verdade e à causa da paz".
Na nota assinada pelo presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini, o partido afirmava que Israel realiza "terrorismo de Estado".
"Não aceitamos a 'justificativa' apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques. Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista." "O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU."
Pró-Israel
Na própria quarta-feira, tanto a Confederação Israelita do Brasil (Conib) quanto o judaico Centro Simon Wiesenthal reagiram ao posicionamento petista.
O presidente da Conib, Cláudio Luiz Lottenberg, disse que a opinião do PT causou "profundo espanto" e que não há comparação entre o Exército israelense e o nazista porque os mortos dos campos de extermínio "eram pessoas absolutamente desprotegidas", que "não carregavam morteiros e nem foguetes, não detinham conhecimento de técnicas terroristas nem se escondiam atrás de civis, de forma covarde, como fazem os líderes do [movimento radical islâmico] Hamas".
Já o Centro Wiesenthal afirmou que a acusação de terrorismo de Estado afasta Israel do seu legítimo "direito à auto-defesa" e que o comunicado do PT é "escandaloso". Na nota, o centro também pediu que o PT, partido do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condene "o antissemitismo do Hamas", e "a chuva de foguetes que essa organização dispara contra civis israelenses, além de seu abuso contra os civis palestinos".
Comentário do Editor:
Ainda bem que o PSDB se manifestou de forma correta, pois a nota tendenciosa e desonesta do PT, precisava de resposta.
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