EUA condenam ataques palestinos e dizem que fariam o mesmo que Israel

Os Estados Unidos condenaram nesta quinta-feira os disparos de foguetes contra o norte de Israel efetuados a partir do Líbano e, segundo reportagem divulgada pelo jornal "Jerusalem Post", disseram que "fariam o mesmo que Israel" --em alusão aos bombardeios na faixa de Gaza. Desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro, cerca de 700 palestinos morreram e 3.000 foram feridos.

Explosão na cidade de Gaza causa fumaça e fogo nesta quinta-feira.

"Trata-se claramente de uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que permitiu em 2006 por um fim ao conflito entre Israel e o Hizbollah xiita libanês, apoiado pela Síria e o Irã", disse o porta-voz do departamento de Estado, Robert Wood Wood.

Hoje, quatro foguetes foram atirados do Líbano e se abateram sobre o oeste da Galiléia, ferindo levemente quatro mulheres, segundo o Exército israelense, que respondeu disparando vários obuses na direção do Líbano.

Segundo o porta-voz, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ligou pelo menos sete vezes para a ministra israelense Tzipi Livni nesta quarta-feira para falar sobre o conflito.

Para Wood, Israel demonstrou moderação em sua resposta ao lançamento de foguetes contra o norte de seu território, destacando que o Exército israelense já recorreu a armas mais pesadas no passado. O Hizbollah garantiu não estar envolvido nestes disparos de foguetes.

Senado

Hoje, o AIPAC (Comitê Anual de Assuntos Internos Americano-israelenses) elogiou uma resolução no Senado que expressa o apoio a Israel na luta contra o terrorismo. A informação foi divulgada pelo jornal "Jerusalem Post".

A resolução que foi apresentada pelos líderes das bancadas republicana e democrata no Senado, Mitch McConnell e Harry Reid, respectivamente, mostra que os EUA apoiam firmemente o direito de Israel à autodefesa, segundo o jornal.

"A resolução mostra também que a solução do conflito em Gaza estaria na diplomacia e na proibição do contrabando de armas para colocar fim aos atentados terroristas do [movimento radical islâmico] do Hamas em Israel", informou a AIPAC.

De acordo com o "Jerusalem Post", o líder republicano no Senado se "mostrou uma voz forte em defesa de Israel, ao dizer que o país [Estados Unidos] responderia exatamente da mesma maneira se fosse bombardeada pelo Canadá ou pelo México".

Segundo o jornal, recentemente a AIPAC aplaudiu a decisão do presidente dos EUA, George W. Bush, em apoiar a ofensiva israelense. Na semana passada, Bush condenou os ataques do Hamas como sendo "atos terroristas" e disse que "não acertaria nenhum acordo de paz com um grupo armado terrorista".

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails