Novo ataque israelense mata 40 civis refugiados em escola da ONU em Gaza

Sources: 10 dead as Israeli missile hits near U.N. school

Um tanque israelense matou ao menos 40 palestinos nesta terça-feira em um ataque a uma outra escola dirigida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Gaza, disseram fontes médicas de dois hospitais. Na noite desta segunda-feira, um ataque a uma outra escola administrada pela organização deixou ao menos três civis palestinos mortos.

Dois disparos de tanque ocorreram do lado de fora da escola, lançando estilhaços em pessoas que estavam dentro e fora do prédio. Centenas de palestinos estavam no local para se refugiar dos combates entre soldados israelenses e militantes do Hamas.

Dezenas de pessoas também ficaram feridas no ataque, informaram autoridades. Segundo fontes médicas, os mortos eram moradores locais ou pessoas que estavam ali em busca de abrigo.

Segundo o jornal israelense "The Jerusalem Post", as Forças de Defesa de Israel negaram a autoria do ataque e disseram estar avaliando relatórios para descobrir o responsável pelos bombardeios.

Assim, o número de vítimas civis da ofensiva terrestre israelense sobre para ao menos 76. No 11º dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, ao menos 550 pessoas morreram e cerca de 2.500 ficaram feridas.

Segundo um porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos, UNRWA, a localização exata de todas as instalações da ONU na faixa de Gaza foram informadas antes ao Exército israelense.

Refugiados

Uma outra escola administrada pela ONU foi atingida por volta das 23h30 desta segunda-feira (5) (19h30, no horário de Brasília) por fogo israelense direto que provocou a morte de três homens jovens.

Os mortos são três civis homens da mesma família de 24, 25 e 29 anos. "A escola de Asma estava claramente identificada como edifício das Nações Unidas", afirmou a fonte, que disse que sua localização exata, assim como as de todas as instalações da ONU na faixa de Gaza, tinha sido informada antes ao Exército israelense.

O ataque foi contra a escola Asma, no campo de refugiados de Chati, administrada pela UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, afirmou o porta-voz da mesma, Adnan Abu Hasna. Ela afirmou que 450 pessoas estavam refugiadas na escola para escapar dos bombardeios em outros bairros da cidade.

O porta-voz da UNRWA, Christopher Gunnes, qualificou o fato de "uma clara violação humanitária e da legislação internacional", que proíbe disparos contra escolas, hospitais e instalações humanitárias.

A UNRWA protestou perante o governo israelense pelo ataque e exigiu o início imediato de uma investigação imparcial sobre os fatos.

Ataques

A agência de notícias France Presse informa ainda um terceiro ataque a uma escola, em Khan Yunes, sul da faixa de Gaza. Um obus da artilharia israelense atingiu a entrada de uma escola e matou duas pessoas, segundo uma fonte médica.

Israel comanda nesta terça-feira o 11º dia consecutivo de uma grande ofensiva militar contra o grupo islâmico radical na faixa de Gaza, ataques que deixaram mais de 550 mortos e cerca de 2.500 feridos.

Segundo Israel, a ofensiva militar é justamente uma resposta à violação --com o lançamento constante de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19.

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