
JERUSALÉM - O vice-ministro israelense da Defesa, Matan Vilnai, considerou neste domingo, 11, que o fim da ofensiva do país na Faixa de Gaza está próximo, segundo a agência de notícias France Press (AFP). A declaração veio momentos depois de o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmar que a ofensiva deverá continuar até atingir seu objetivo. "A decisão do Conselho de Segurança (da Organização das Nações Unidas - ONU -, que pediu cessar-fogo na região) não nos deixa muita margem de manobra. Portanto, suponho que estamos próximos do fim da ações terrestres e do conjunto de operações de uma maneira geral", disse ele à rádio pública de Israel, conforme a AFP.
As declarações de ambos vieram um dia depois de o líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, ter imposto algumas condições para interromper os ataques na Faixa de Gaza. Meshaal disse que o grupo militante não aceitaria um cessar-fogo na zona de conflito até Israel pôr fim em sua ofensiva no território palestino e a interrupção do bloqueio, além da abertura das passagens fronteiriças.
"Que Israel se retire primeiro, que a agressão pare primeiro, que as fronteiras se abram e logo a gente pode considerar falar sobre paz", afirmou Meshaal, num discurso inflamado transmitido pela rede de TV Al-Jazeera, em Damasco. Além disso, o líder acusou o Estado judeu de estar perpetrando um "holocausto" em Gaza e convertendo território num "mar de sangue". "Pergunto aos israelenses: o que têm conseguido com esta guerra? O que têm obtido além de matar crianças inocentes e criar um rastro de crânios despedaçados e um mar de sangue afogando Gaza".
Mais cedo, neste domingo, Olmert falou, referindo-se a resolução de cessar-fogo da ONU, que ninguém além de Israel pode decidir a melhor forma de proteger seus cidadãos. O chefe de governo reiterou sua rejeição à resolução. "Nenhuma resolução passada ou futura nos privará do direito básico de defendermos os habitantes de Israel. Nunca permitimos que ninguém decida por nós se temos o direito de confrontar aqueles que lançam bombas contra nossas creches e escolas, e não o faremos no futuro", disse.
Ataques
Os arredores da Cidade de Gaza foram palco de violentas trocas de tiros nesta madrugada, entre militares israelenses e militantes palestinos, e ataques aéreos. Pelo menos 26 pessoas teriam morrido, segundo fontes médicas. Os ataques ocorreram horas antes da reunião de cúpula do governo israelense para discutir a intensificação da ofensiva.
Israel afirmou ter lançado mais de 60 bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza nesta madrugada. Entre os alvos atingidos, de acordo com os israelenses, está a casa do chefe militar do Hamas Ahmed Yabri. Desafiando os apelos internacionais, o ataque deste domingo matou 14 militantes palestinos e outros 12 civis.
Sábado
No sábado, Israel havia bombardeado panfletos nos arredores da Cidade de Gaza avisando os moradores sobre os planos de intensificar a ofensiva. As forças israelenses também atacaram locais supostamente usados para o lançamento de foguetes, armazéns de armas e túneis usados para contrabando.
Militantes do Hamas lançaram vários foguetes contra cidades israelenses, ferindo duas pessoas em Ashkelon. Fontes hospitalares em Gaza afirmam que mais de 850 palestinos já morreram desde o início da ofensiva, duas semanas atrás. Treze cidadãos israelenses também foram mortos nos recentes conflitos, a maioria deles soldados.
Os panfletos e mensagens telefônicas, em árabe, pediam aos moradores de Gaza que ficassem distantes de locais ligados ao Hamas, afirmando que as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) não estão atacando palestinos civis, mas "apenas o Hamas e terroristas".
Troca de tiros e ataques na Faixa de Gaza mata pelo menos 26
Crianças observam o que restou de mesquita e escola após ataques israelenses ao sul de GazaCIDADE DE GAZA - Os arredores da Cidade de Gaza foram palco de violentas trocas de tiros neste domingo, 11, entre militares israelenses e militantes palestinos e ataques aéreos. Pelo menos 26 pessoas teriam morrido, segundo fontes médicas. Os ataques ocorreram horas antes da reunião de cúpula do governo israelense para discutir a intensificação da ofensiva.
Israel afirmou ter lançado mais de 60 bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza nesta madrugada. Entre os alvos atingidos, de acordo com os israelenses, está a casa do chefe militar do Hamas Ahmed Yabri. Desafiando os apelos internacionais, o ataque deste domingo matou 14 militantes palestinos e outros 12 civis.
No encontro, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a ofensiva deverá continuar até atingir seu objetivo, apesar das grandes que os militares do país já fizeram. O correspondente da BBC em Jerusalém, Mike Sergeant, afirmou que o comando militar de Israel já está impaciente com a demora na decisão do governo sobre a próxima fase da ofensiva.
Combates em ruas deixaram ao menos 10 militantes mortos, segundo informações de médicos palestinos. Outros três morreram em ataques aéreos do exército israelense. Segundo testemunhas, um tiro de tanque matou cinco mulheres e um homem em Beit Lahiya, que tinham voltado para casa para tomar banho, e outra mulher em Nusseirat, na região central.
Outros quatro membros de uma família, um deles membro da força policial do Hamas, foram alvos de um ataque aéreo ao norte de Gaza, e mais um civil foi morto ao sul de Khan Younis, conforme informações médicas. Bombardeios israelenses nas aldeias ao sul da Cidade de Gaza ainda deixou outra mulher morta e cerca de 15 casas em chamas, segundo testemunhas. Cerca de 50 pessoas tiveram ferimentos ou inalaram fumaça.
Fósforo branco
No sábado à noite, fontes médicas palestinas acusaram militares israelenses de disparar contra um povoado munição de fósforo branco, substância capaz de provocar queimaduras graves, normalmente usada como bomba de fumaça.
O governo israelense desmentiu as acusações veementemente. Bombas de fósforo branco são proibidas, de acordo com convenções internacionais de guerra.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios deste domingo tiveram como alvo túneis, armazéns de armas e uma mesquita que supostamente estaria sendo usada para esconder armamento. As FDI também confirmaram que sua infantaria se envolveu em "diversos incidentes".
Sábado
No sábado, Israel havia bombardeado panfletos nos arredores da Cidade de Gaza avisando os moradores sobre os planos de intensificar a ofensiva. As forças israelenses também atacaram locais supostamente usados para o lançamento de foguetes, armazéns de armas e túneis usados para contrabando.
Militantes do Hamas lançaram vários foguetes contra cidades israelenses, ferindo duas pessoas em Ashkelon. Fontes hospitalares em Gaza afirmam que mais de 800 palestinos já morreram desde o início da ofensiva, duas semanas atrás. Treze cidadãos israelenses também foram mortos nos recentes conflitos, a maioria deles soldados.
Os panfletos e mensagens telefônicas, em árabe, pediam aos moradores de Gaza que ficassem distantes de locais ligados ao Hamas, afirmando que as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) não estão atacando palestinos civis, mas "apenas o Hamas e terroristas".
Nenhum comentário:
Postar um comentário