Hamas lança foguetes contra Israel após bombardeio que matou 155 em Gaza

Não há notícias de feridos ou danos no sul de Israel, que está sob alerta. Israel diz que ataque está 'só começando'; palestinos prometem reação.







Militantes do movimento islâmico Hamas lançaram foguetes contra o sul de Israel neste sábado (27), em represália ao ataque aéreo israelense que, horas antes, matou mais de 155 pessoas e deixou centenas de feridos na Faixa de Gaza.

Não há notícias sobre danos ou feridos em território israelense. O Exército de Israel colocou as comunidades israelenses da fronteira em alerta.

A Força Aérea de Israel lançou um pesado ataque aéreo contra alvos do movimento islâmico Hamas em toda a Faixa de Gaza.

Pelo menos 155 pessoas morreram vítimas do bombardeio na Cidade de Gaza e em outras cidades e campos de refugiados do território, de acordo com o Hamas, que controla a região.

Segundo hospitais da região, há centenas de feridos. Os hospitais confirmam mortes na Cidade de Gaza e também em Khan Younis e Rafah, no sul do território.

O ministério israelense da Defesa confirmou o ataque, informou que não houve baixas israelenses e disse mais ações militares serão tomadas se for necessário. O porta-voz do Exército, Avi Benyahu, disse que a operação "recém-começou" e que não tem prazo para terminar.

O Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos islâmicos prometeram "vingança". O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pediu a seus integrantes que "vinguem pela força" a agressão de Israel, segundo comunicado difundido por rádio.

"Todos os combatentes estão autorizados a responder à matança israelense", disse um comunicado divulgado pela Jihad Islâmica.


Palestinos carregam ferido após bombardeio de Israel à Faixa de Gaza neste sábado (27). (Foto: Reuters)

O ataque israelense ocorreu às 11h30 locais (7h30 de Brasília). O porto de Gaza e instalações de segurança do Hamas foram danificados, segundo o movimento. O chefe de polícia da região, Tawfiq Jabber, teria sido morto durante o ataque.

Um dos bombardeios teria atingido um quartel onde ocorria uma cerimônia de graduação para novos membros, provocando várias mortes.

Imagens de TV mostraram corpos espalhados nas ruas e feridos sendo carregados, além de danos pesados em edifícios. Uma nuvem de fumaça negra erguia-se da cidade.

O governo israelense ameaçava havia vários dias iniciar uma intervenção militar na Faixa de Gaza, depois que os grupos radicais intensificaram os disparos de foguetes contra o sul do território israelense -um deles, acidentalmente, matou duas meninas palestinas, de 13 e 5 anos.

Israel ampliou o bloqueio à Faixa de Gaza depois que o Hamas expulsou as forças da facção rival Fatah, tomando o território em junho de 2007.

Em junho de 2008, o Egito mediou uma trégua entre as duas partes. Mas, após vários incidentes de lado a lado, ela expirou no último dia 19 e acabou não sendo renovada, aumentando a tensão e a violência na região.


Abbas condena


O presidente palestino, Mahmud Abbas, condenou os ataques, segundo seu porta-voz. Ele disse que iniciou uma série de "contatos urgentes" com líderes internacionais para que tentem interromper a agressão, disse Nabil Abu Rudeina à France Presse.

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